A influenciadora digital Lara Daniella Oliveira Cruz, conhecida como “Pocahontas” nas redes sociais, foi colocada em liberdade na noite de quarta-feira, 1º de julho, poucas horas depois de ter sido detida durante a Operação Black Card, da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). O noivo dela, Luan Matheus Feliciano, segue preso por força de mandado de prisão temporária expedido pela Justiça do DF.
Foco das investigações
Conforme apuração da Coordenação de Repressão às Fraudes (CORF), Luan é apontado como principal alvo da investigação. Nas redes sociais, ele exibia rotineiramente viagens a resorts de luxo, carros importados e joias de alto valor, apesar de não declarar profissão nem fonte de renda compatível.
Os investigadores destacam que Luan já havia sido autuado em flagrante por estelionato, o que reforça a suspeita de participação contínua em fraudes financeiras.
Papel de Lara no esquema
De acordo com a polícia, Lara atuava no núcleo operacional e financeiro do grupo criminoso. As suspeitas incluem a coordenação da movimentação de valores ilícitos, ocultação de patrimônios e distribuição dos lucros obtidos em fraudes eletrônicas. Para disfarçar a origem do dinheiro, ela mantinha uma loja de sapatos e suplementos apontada como meio de lavagem de capitais.
Além disso, a influenciadora seria administradora de um canal no Telegram destinado a apostas eletrônicas — atividade proibida no país sem autorização federal.
Como funcionava a fraude
Segundo a PCDF, a organização obtinha dados e cartões bancários de terceiros, utilizava maquininhas registradas em CPFs e CNPJs de fachada e criava links falsos de cobrança. Os valores eram pulverizados em empresas recém-abertas e contas de laranjas. Ao todo, a operação cumpriu 18 mandados judiciais: sete de prisão temporária e 11 de busca e apreensão.
Imagem: Internet
No dia da ação, foram apreendidos dinheiro em espécie, relógios de luxo, celulares e documentos que, segundo a polícia, comprovam movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada pelos investigados.
Defesa
Em nota, a advogada Luma Benjamim, que representa Lara, afirmou que a cliente se colocou à disposição das autoridades “de forma ativa e transparente” e que “a verdade prevalecerá”. A defesa de Luan Matheus não foi localizada até o fechamento desta reportagem.
A investigação segue em andamento para identificar todos os integrantes e o alcance do esquema.
Com informações de Metrópoles
