Filme “O Homem Que Sussurra” lidera a audiência na Netflix e choca com reviravolta sobre assassino

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    Horas depois de chegar ao catálogo da Netflix, “O Homem Que Sussurra” saltou para o primeiro lugar entre os títulos mais vistos no Brasil. A história combina desaparecimento infantil, trauma familiar e a inquietante possibilidade de um imitador de serial killer, culminando numa virada que reposiciona toda a narrativa.

    Dirigido por James Ashcroft e protagonizado por Michael Keaton, Robert De Niro e Adam Scott, o longa adapta o best-seller homônimo de Alex North. O público acompanha o drama de Tom Kennedy, que vê o filho ser sequestrado por alguém que copia o método do enigmático “Homem Que Sussurra” – assassino em série preso há décadas e interpretado por Keaton.

    Quem realmente está por trás dos novos crimes

    Desde a primeira cena, o enredo sugere que Frank Carter, o criminoso original capturado no passado, possa estar manipulando os eventos de dentro da cadeia. Contudo, a investigação conduzida pelo ex-detetive Pete Willis (Robert De Niro) e pela policial Amanda Beck (Michelle Monaghan) desmonta essa hipótese.

    Uma pista ignorada durante anos

    Pete, responsável pela prisão de Frank, revisita gravações de entrevistas antigas concedidas pela família do assassino. Nas fitas, chama atenção o comportamento retraído do filho dele, Francis Carter Jr. O olhar fixo do garoto para a câmera, à época interpretado apenas como timidez, ganha novo significado quando a polícia nota coincidências entre o padrão dos sequestros atuais e detalhes jamais divulgados ao público sobre os crimes de Frank.

    Norman, o intermediário improvável

    O primeiro suspeito concreto surge na figura de Norman Collins, homem obcecado pelo caso que mantinha correspondência regular com Frank na prisão. Ao ser encontrado morto, Norman deixa pistas que confirmam ter atuado apenas como mensageiro, encaminhando instruções sem entender quem realmente as executava. A morte dele amplia o mistério: se Frank está isolado e Norman virou isca, quem continua raptando crianças?

    A revelação: legado distorcido de um pai violento

    A resposta explode no terceiro ato. O “novo” Homem Que Sussurra é Francis Carter Jr. (Owen Teague), filho do assassino original. Criado entre ameaças veladas e cultuando a figura paterna, o rapaz reencena os sequestros em busca de aprovação. Para o diretor James Ashcroft, Francis é simultaneamente algoz e primeira vítima: uma criança moldada por uma atmosfera de crueldade que, ao chegar à vida adulta, decide provar valor ao repetir a barbárie.

    Busca frenética por Jake

    Quando a polícia conclui que o responsável é Francis, já é tarde: o sequestro de Jake Kennedy avança para uma fase mais perigosa. Amanda Beck localiza o cativeiro improvisado, mas é surpreendida pelo criminoso, que foge levando o garoto. Começa então uma perseguição que conecta passado e presente, avô e pai, culpa e redenção.

    Confronto final e sacrifício

    Pete Willis e Tom Kennedy seguem o rastro de Francis até uma casa abandonada com forte valor simbólico para os Carter. No corredor escuro, Pete encontra o neto amarrado a poucos metros de um balanço enferrujado, eco de outras vítimas. Ele solta o menino, mas é golpeado por Francis. Mesmo ferido, o ex-detetive fecha a porta atrás de si, criando tempo para que Jake escape.

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    Imagem: Internet

    Luta no sótão

    Tom sobe escadas em ruínas até o sótão, onde a tensão chega ao limite. O confronto corpo a corpo empurra Francis para uma trave carcomida; o assoalho cede e o assassino despenca vários metros, encerrando seus atos de violência. O resgate de Jake custa a vida de Pete, selando a jornada do personagem que jurara impedir que outro garoto sofresse como as vítimas do passado.

    Encontro de pai e filho atrás das grades

    Capturado, Francis é colocado no mesmo presídio de segurança máxima que abriga Frank Carter. O reencontro acontece sem barreiras de vidro nem guardas por perto, expondo a falha do sistema em medir o perigo de dois predadores na mesma cela. Em poucos segundos, Frank estrangula o próprio filho, repetindo o gesto que usava contra crianças indefesas — uma demonstração de poder que encerra tragicamente a linhagem dos Carter.

    O enigma da “amiga imaginária”

    Além do thriller policial, o filme flerta com o sobrenatural através de uma menina que aparece para Jake. Sem jamais ser vista por adultos, ela o orienta a permanecer calmo e a “esperar pela maçaneta abrir”. Nas últimas cenas, a aparência da garota se revela muito semelhante à de Rebecca, mãe de Jake, quando criança. Ashcroft opta por não confirmar se a figura é fruto da imaginação do garoto ou manifestação espiritual, mantendo a dúvida como ferramenta para prolongar o incômodo do espectador após os créditos.

    Por que o longa repercute tanto?

    • Dilema familiar: ao colocar pai, filho e avô em lados opostos, o roteiro transforma um caso de polícia em discussão sobre herança emocional tóxica.
    • Elenco premiado: ver Keaton e De Niro contracenando em papéis antagônicos aumenta a curiosidade do público.
    • Ritmo de best-seller: a narrativa do livro de Alex North, elogiada por leitores, encontra no cinema cortes ágeis e atmosfera claustrofóbica.
    • Ambiguidade sobrenatural: a dúvida sobre a menina invisível adiciona camada à trama e alimenta teorias nas redes sociais.

    Balanceando horror e compaixão

    Embora recheado de cenas tensas, o filme reserva espaço para refletir sobre paternidade. Francis enxerga Frank como divindade cruel; Tom culpa a si mesmo por não proteger Jake; e Pete sacrifica a vida para impedir que o ciclo continue. Esse contraste empurra o espectador a questionar onde termina a responsabilidade individual e onde começa a influência do meio.

    Papel da performance de Owen Teague

    Interpretar Francis exigia transmitir fragilidade e brutalidade em doses iguais. Teague, conhecido por papéis complexos na TV, entrega olhar perdido que oscila entre pedido de ajuda e ameaça iminente. O resultado sustenta a virada do roteiro sem descambar para o caricato.

    Expectativas para possíveis continuações

    A conclusão fecha o arco dos Carter, mas deixa portas entreabertas: a origem da “menina guardiã” e as consequências psicológicas para Jake podem render novos capítulos ou, no mínimo, manter o debate vivo entre os fãs. Até lá, “O Homem Que Sussurra” segue firme no topo das preferências na Netflix, provando que o público ainda se sente atraído por histórias de monstros internos que, às vezes, nascem dentro de casa.

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.