Fachin agenda retomada de julgamento sobre eleições suplementares no Rio para 26 de agosto

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    O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, marcou para 26 de agosto a continuação do julgamento que definirá o formato das eleições suplementares no Rio de Janeiro, após a cassação do ex-governador Cláudio Castro por abuso de poder político e econômico.

    Com a nova data, integrantes do STF avaliam que já não haveria tempo hábil para a realização de um pleito exclusivo destinado a um mandato-tampão. A discussão deve se concentrar, também, em quem assumirá o comando do Executivo fluminense entre o fim do julgamento e a posse do novo governador eleito em janeiro.

    Atualmente, o estado é governado interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto. Há tendência de manutenção desse arranjo, embora o presidente da Assembleia Legislativa, Douglas Ruas (PL), reivindique o cargo, citando a ordem de sucessão prevista na legislação estadual.

    Uma ala do STF que defende eleições diretas argumenta que, caso essa tese prevaleça, seria inviável organizar um pleito em setembro e outro em outubro; por isso, aventa-se a possibilidade de uma única votação em outubro.

    Placar parcial e votos pendentes

    O julgamento está suspenso com placar de 4 a 1 a favor de eleições indiretas, em que os deputados estaduais escolheriam o novo governador. Votaram por esse modelo os ministros Luiz Fux, André Mendonça, Nunes Marques e Cármen Lúcia. O relator, ministro Cristiano Zanin, foi o único a defender eleições diretas até agora.

    Os ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Flávio Dino já indicaram que seguirão o relator. Assim, as atenções se voltam para os votos de Dias Toffoli e do próprio Edson Fachin, que podem definir o resultado.

    Relação STF–TSE em pauta

    O desfecho também é visto como um termômetro da relação entre o STF e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste ano eleitoral. Quando o caso começou a ser analisado pelo Supremo, ministros que compunham o TSE protestaram, alegando que o processo ainda tramitava na Justiça Eleitoral. À época, a então presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, declarou que a Corte eleitoral teve sua competência “retirada” para seguir atuando no caso.

    Por outro lado, magistrados do STF favoráveis às eleições diretas criticaram o TSE pela demora no julgamento e por não ter discutido a estratégia de renúncia de Castro na véspera da condenação.

    O resultado final definirá se a escolha do novo governador será feita diretamente pelos eleitores ou indiretamente pelos deputados estaduais, além de aclarar quem comandará o estado até a posse do eleito.

    Com informações de O Globo

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.