Durigan contesta sanções dos EUA a brasileiros citados por suposto elo com PCC

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    O ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou nesta quarta-feira (1º/7) a decisão do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos de aplicar sanções a dois brasileiros, três empresas instaladas no Brasil e uma companhia com sede em Portugal por suspeita de participação em uma rede de lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

    Em entrevista à TV Record, o ministro defendeu que o combate ao crime organizado em território nacional seja responsabilidade das instituições brasileiras e limitou a cooperação internacional ao compartilhamento de informações. “Quem tem que cuidar da segurança pública no Brasil são os brasileiros. É a polícia brasileira, são os investigadores brasileiros, é o Coaf e a Receita Federal. Defendo, com rigor, fazer o combate ao crime organizado”, declarou.

    Preocupação com efeitos colaterais

    Durigan questionou a eficácia de sanções unilaterais e alertou para o risco de empresas que atuam legalmente serem prejudicadas. “E se eles, a pretexto de combater o Comando Vermelho e o PCC, atingirem uma empresa legal? Esse é o problema. O cidadão não sabe como recorrer”, argumentou.

    Primeira aplicação após classificação de facções como terroristas

    As penalidades anunciadas pelos EUA são as primeiras desde que Washington incluiu PCC e Comando Vermelho na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras. Segundo o governo norte-americano, a rede investigada teria movimentado mais de US$ 30 milhões oriundos do tráfico internacional de drogas e de outras atividades ilícitas.

    Entre os alvos estão Victor Henrique de Oliveira Shimada, apontado como elo entre integrantes do PCC na Flórida e traficantes internacionais, e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, descrita como colaboradora responsável pela coleta de dinheiro em espécie e apoio logístico.

    Também foram sancionadas as empresas brasileiras Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda., Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda. e Wave Construções Inteligentes Ltda., além da portuguesa Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda.

    Bloqueio de bens e proibição de transações

    Com a decisão, todos os bens e interesses dos envolvidos sob jurisdição americana ficam bloqueados. Cidadãos, empresas e instituições financeiras dos Estados Unidos estão proibidos de realizar qualquer transação com os sancionados. A medida também estabelece que indivíduos ou entidades, em qualquer país, que prestem apoio material às facções poderão ser alvo de sanções, processos criminais e, no caso de estrangeiros em solo americano, deportação.

    Com informações de Metrópoles

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.