Corrida ao governo de São Paulo pode ter apenas dois candidatos, menor número desde 1986

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    Com menos de cem dias para as eleições de 2026, a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes caminha para registrar o menor número de concorrentes desde 1986. Até o momento, apenas dois nomes estão colocados: o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT).

    Em 1986, primeiro pleito estadual após a redemocratização, cinco postulantes disputaram o cargo e Orestes Quércia, então no PMDB, saiu vitorioso. Já o recorde de candidaturas ocorreu em 2002, quando 17 concorrentes se apresentaram.

    Cenário ainda pode mudar

    As convenções partidárias, marcadas para o período de 20 de julho a 5 de agosto, ainda podem oficializar novos participantes, mas desistências recentes enxugaram o tabuleiro. Paulo Serra (PSDB) e Kim Kataguiri (Missão) retiraram seus nomes, reduzindo de quatro para dois os pré-candidatos.

    No entorno de Haddad, a saída de adversários é vista com preocupação: interlocutores temem que a reeleição de Tarcísio ocorra já no primeiro turno, caso o número de competidores permaneça restrito.

    Partidos priorizam Congresso

    A baixa quantidade de pretendentes reflete uma estratégia de concentrar recursos na eleição de deputados e senadores. A distribuição do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) varia conforme o tamanho das bancadas na Câmara e no Senado. Sem doações empresariais desde 2017, legendas direcionam boa parte do orçamento a disputas proporcionais.

    “Os partidos não querem gastar em corridas onde a chance de vitória é pequena; eles precisam conquistar cadeiras para cumprir as cláusulas de desempenho e barreira”, explica o cientista político Glauco Peres da Silva, da USP.

    Tetos de gastos

    Na eleição de 2022, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fixou em R$ 26,7 milhões o limite de despesas para a campanha ao governo paulista no primeiro turno, com acréscimo de R$ 13,3 milhões no segundo. Para o Senado, o teto foi de R$ 7,1 milhões; para a Câmara dos Deputados, R$ 3,1 milhões; e para as Assembleias Legislativas, R$ 1,2 milhão. Os valores de 2026 ainda não foram divulgados.

    Caminhos até a confirmação

    As duas principais pré-candidaturas também passaram por indefinições. Tarcísio chegou a ser cogitado para a disputa presidencial, mas desde janeiro declara apoio a Flávio Bolsonaro (PL) e trabalha pela reeleição em São Paulo. Já Haddad aceitou entrar na corrida após convite do presidente Lula, que o considera peça central no maior colégio eleitoral do país.

    Se nenhuma nova candidatura for oficializada até o fim das convenções, 2026 repetirá — e reduzirá — a marca histórica, colocando lado a lado apenas dois nomes na maior eleição estadual brasileira.

    Com informações de Metrópoles

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.