O Centro Universitário IESB levou, no sábado (27/6), ao Museu de Arte de Brasília (MAB) a edição semestral do seu desfile de moda. Batizado de Metamorfose, o evento reuniu calouros e formandos do curso de Design de Moda em duas etapas que exaltaram a Amazônia e a sustentabilidade.
Primeiro bloco: Amazônia em evidência
A apresentação começou com um número de dança inspirado em “O Lago dos Cisnes” e, na sequência, os novos alunos ocuparam a passarela. O estudante Joatan Sant abriu a sessão com peças que dialogam com atemporalidade, ancestralidade matriarcal e saberes manuais, destacando-se pela apurada execução técnica.
Na mesma ala, Larissa Pontes escolheu o saco de ráfia como matéria-prima principal, explorando a textura do material — associado ao transporte de grãos — para remeter ao solo amazônico. A silhueta geométrica manteve o aspecto original da ráfia, enquanto tela metálica e miçangas pendentes reforçaram a referência à diversidade orgânica da floresta.
Segundo bloco: foco na sustentabilidade
No segmento dedicado aos formandos, os projetos finais marcaram a transição dos estudantes para o mercado da moda. Alice Fragoso trocou o tradicional patchwork pela palha, protagonista de um look composto por corset estruturado em amarelo e saia de fibras sobrepostas, arrematada por trama em macramê vermelho. Em outra proposta, a designer apresentou também uma regata confeccionada com o mesmo material.
Inspirado na obra da artista popular Maria Auxiliadora da Silva, Artur Fragoso levou à passarela composições com patchwork, franjas, bordados e sobreposições de tecidos. Colares volumosos e um adereço de cabeça evidenciaram vínculos com manifestações culturais e religiosas de matriz africana, enquanto a mescla de cores, estampas e texturas reforçou o caráter experimental da coleção.
Imagem: Internet
Com o desfile “Metamorfose”, o IESB reforça a proposta de usar a moda como ferramenta de valorização da identidade brasileira e de debate sobre práticas sustentáveis no setor.
Com informações de Metrópoles
