Brasília – O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, declarou nesta quarta-feira (8) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recuperaria a saúde imediatamente caso deixasse a prisão domiciliar.
A afirmação ocorreu após um almoço promovido pelas frentes parlamentares do Agronegócio, do Empreendedorismo, do Comércio e Serviços e do Livre Mercado, na capital federal. Questionado sobre o estado de saúde de Bolsonaro, Valdemar atribuiu o quadro às investigações e processos em curso. “Ele está com a saúde complicada por causa da situação que ele está”, disse. Em seguida, assegurou que o ex-chefe do Executivo “sai de lá pulando de alegria. Sara na hora” se for liberado.
O dirigente também afirmou ser cedo para descartar uma possível candidatura de Bolsonaro à Presidência em 2026, apesar da inelegibilidade imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e das ações que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). Valdemar comparou o cenário ao do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que concorreu em 2022 após ter suas condenações anuladas. “Quando o Lula estava preso 580 dias, você imaginava que ele fosse ser candidato? Tudo pode acontecer”, argumentou.
Na ocasião, ele qualificou o ministro Edson Fachin, responsável por anular as condenações de Lula, como “um homem de esquerda, mas honesto”, e aventou a possibilidade de a Suprema Corte rever processos contra Bolsonaro.
Durante o evento, Valdemar também saiu em defesa do ex-presidente ao comentar a operação da Polícia Federal realizada nesta quarta-feira para apreender armas que, por ordem do STF, deveriam ter sido entregues. “O Bolsonaro não fez nada errado. Nem a arma que pegaram com o funcionário dele. Ele tinha dado para o funcionário”, declarou. “Bolsonaro não faz nada fora da lei, nada. Ele cumpre todas as determinações do Supremo.”
Imagem: Jathas Brandão
Quando questionado se considera haver perseguição contra o ex-mandatário, o presidente do PL evitou o termo. “Eu não te diria que é perseguição, porque, se eu falar isso, o Marcelo Bessa, que é meu advogado, me mata. Então nós temos que ter entendimento para tocar o país para frente”, afirmou. Ainda assim, mencionou “excesso de preocupação” por parte do ministro responsável pelo caso e defendeu “paciência” no processo.
Com informações de O Globo