Deputada aciona PF para investigar desaparecimento de acervo do Palácio das Mangabeiras

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    A deputada estadual Bella Gonçalves (PT) protocolou, na segunda-feira (6/7), uma notícia-crime na Polícia Federal solicitando investigação sobre o paradeiro do acervo histórico do Palácio das Mangabeiras, em Belo Horizonte. O documento menciona possível crime contra o patrimônio público e cultural nacional.

    A parlamentar aponta eventual responsabilidade do ex-governador Romeu Zema (Novo) e do atual chefe do Executivo mineiro, Mateus Simões (PSD), pelo sumiço de peças que pertenciam ao imóvel. Deputados de oposição também recorreram ao Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) para que sejam tomadas providências.

    Decisão de 2019

    Em 2019, Zema anunciou que não utilizaria o palácio como residência oficial. O espaço passou a abrigar eventos públicos e privados, sob a justificativa de que o imóvel simbolizava privilégios políticos.

    Itens danificados e fora do local

    Durante prestação de contas na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, relatou ter encontrado alguns objetos do Palácio das Mangabeiras na Cidade Administrativa com sinais de deterioração.

    Após a declaração, uma equipe da Comissão de Cultura da ALMG vistoriou o palácio e constatou a ausência de diversos itens, entre eles:

    • mais de 1.000 livros acumulados por administrações anteriores;
    • uma sala de cinema completa — poltronas e projetor adquiridos por Juscelino Kubitschek em 1947;
    • talheres, quadros e peças de mobiliário.

    Posicionamento do governo

    Em nota, o Governo de Minas Gerais informou que todos os bens foram inventariados quando o imóvel mudou de função. Segundo a administração, os objetos foram distribuídos a órgãos e entidades estaduais responsáveis por sua guarda, uso e conservação.

    O Executivo estadual afirmou ainda que os itens permanecem identificados, registrados em sistemas de controle patrimonial e sujeitos a mecanismos de fiscalização. Parte do acervo estaria em uso cotidiano por secretarias, enquanto outra parte permanece armazenada em locais restritos. O governo declarou-se à disposição para novos esclarecimentos.

    As investigações solicitadas à Polícia Federal e ao TCE-MG ainda não têm prazo definido para conclusão.

    Com informações de Metrópoles

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.