Em texto divulgado no Blog do Noblat, o economista Marcos Magalhães relaciona a recente eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo a um cenário mais amplo de desafios que o país terá de enfrentar dentro e fora dos gramados.
Reação à queda brasileira
Segundo o autor, torcedores argentinos comemoraram nos Estados Unidos ao entoar que “a favela está chorando”. Para Magalhães, porém, parte dos brasileiros já esperava dificuldades da equipe rumo ao hexa, pois “o motor pifou logo no início da subida”.
Percepção internacional
O artigo cita cronistas europeus que veem arrogância na confiança histórica do Brasil em conquistar Copas. A chegada de jogadores como Haaland, de outras seleções, teria evidenciado que o país “não é mais aquilo que pensava ser” no futebol mundial.
Humildade e nova geração
O economista defende que a reconstrução da Seleção ocorra com “humildade” e com uma geração renovada, lembrando o desempenho de Cabo Verde, apontado como exemplo da Copa de 2026.
Lideranças definidas e por definir
No futebol, Magalhães afirma que já está decidido: Carlo Ancelotti comandará a Seleção até a Copa de 2030. Na política, ele destaca que faltam três meses para as eleições que definirão quem governará o Brasil pelos próximos quatro anos.
Cenário externo instável
O autor descreve um ambiente internacional marcado por:
Imagem: Internet
- Avanço de uma direita radical em países vizinhos, inspirada em Donald Trump;
- Risco de os Estados Unidos sob Trump adotarem postura “cada vez mais nitidamente imperialista”;
- Rússia encaminhando-se para um “duro desfecho” na guerra contra a Ucrânia, com ameaça de desabastecimento interno;
- Europa ainda enfrentando problemas econômicos e buscando aumentar investimentos em defesa;
- China surgindo como “ilha de estabilidade”, ainda que dentro dos limites de um regime de partido único.
Necessidade de projeto nacional
Magalhães conclui que o Brasil precisará de estabilidade política e de um “claro projeto nacional” para se fortalecer em economia, tecnologia e defesa. Ele ressalta que o tema ainda não dominou o debate eleitoral.
No futebol, a meta é reerguer a Seleção “passo a passo” até 2030; na política, o desafio é definir, nas urnas, o futuro do país em meio a um quadro global considerado incerto.
Com informações de Metrópoles
