A Polícia Federal (PF) realizou, na manhã desta terça-feira (7/7), a sexta fase da Operação Unha e Carne para aprofundar a apuração de um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos por meio de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
Entre os alvos dos 19 mandados de busca e apreensão estão o ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado, Márcio Canella, além do ex-secretário de Estado de Polícia Civil, Marcus Amim. As ordens judiciais são cumpridas na capital fluminense e nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende.
Decisão da Justiça Federal também determinou o sequestro de bens e valores, além da suspensão das atividades econômicas de empresas ligadas aos investigados.
Esquema financeiro
Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou movimentações atípicas que, segundo a PF, chegam a R$ 7,6 bilhões entre 2018 e 2024. A corporação afirma que o grupo utilizava empresas do ramo de combustíveis para ocultar recursos oriundos de crimes e contava com apoio de agentes públicos.
Os investigados poderão responder por organização criminosa, contratação direta ilegal, lavagem de dinheiro e outros delitos que possam ser identificados no decorrer das diligências.
Força-Tarefa Missão Redentor II
A operação integra a Missão Redentor II, força-tarefa criada pela PF para combater organizações criminosas no estado do Rio de Janeiro. Desde dezembro de 2025, as fases anteriores da Unha e Carne miraram suspeitas de vazamento de informações a facções, lavagem de dinheiro e pagamento de propinas a servidores públicos.
Imagem: Internet
Na quinta etapa, realizada na semana passada, foram presos o pastor Márcio Poncio, investigado por ligação com a chamada “Máfia do Cigarro”, o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, e o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, já detido anteriormente.
Outros alvos de fases anteriores incluem o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, suspeito de vazar dados sigilosos, e o deputado estadual Thiago Rangel, preso por suposta fraude em contratos da Secretaria de Educação do Rio.
As investigações continuam sob sigilo.
Com informações de Metrópoles
