O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou neste domingo, 5 de julho de 2026, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva torce pela adoção de uma tarifa de 25% pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros para obter dividendos políticos.
Flávio viajou aos Estados Unidos para participar, na próxima terça-feira, de audiência pública do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) na Comissão de Comércio Internacional, em Washington. O encontro integra investigação que avalia a aplicação da sobretaxa ao Brasil.
Durante transmissão ao vivo ao lado do irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, o senador declarou que Lula “é o único no mundo” interessado na taxação sobre empresas brasileiras, por acreditar que a medida lhe renderia apoio interno.
Na quinta-feira, 2 de julho, Flávio enviou um documento de 86 páginas ao órgão norte-americano pedindo a suspensão da tarifa. No texto, argumenta que a iniciativa fortaleceria politicamente o presidente brasileiro e, simultaneamente, prejudicaria tanto a economia dos Estados Unidos quanto setores do Brasil favoráveis a uma relação mais estreita com Washington.
“As tarifas propostas dariam ao atual governo brasileiro exatamente a vitória política que ele vem buscando, ao mesmo tempo em que puniriam a economia americana”, escreveu o parlamentar no ofício.
O senador também lembrou que seis critérios são analisados na investigação, entre eles a corrupção, e alegou que o governo Lula não combate o problema.
Imagem: Evaristo Sa
Lula reagiu às declarações na mesma quinta-feira, acusando a família Bolsonaro de “entreguismo” e de querer “submeter o Brasil aos interesses dos Estados Unidos”. O presidente se manifestou pelas redes sociais, referindo-se diretamente ao documento encaminhado por Flávio ao governo norte-americano.
A audiência desta terça definirá se o Executivo dos EUA prosseguirá com a tarifa de 25% contra o Brasil ou se arquivará a proposta.
Com informações de O Globo
