O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou nesta segunda-feira (29) que não afastará o secretário estadual de Meio Ambiente, Eduardo Sodré Martins, enteado do senador Jaques Wagner (PT-BA). A declaração ocorre após a Polícia Federal (PF) apontar indícios de pagamentos do Banco Master a empresas ligadas a Martins no âmbito do Caso Master.
“De forma nenhuma vamos fazer afastamento sem motivação concreta, sem provas. Eduardo é advogado e está se defendendo. Minha solidariedade a ele e à família”, disse o governador durante agenda pública.
PF investiga repasses
A investigação federal indica que Bonnie Bonilha, esposa de Martins, teria recebido cerca de R$ 11 milhões do banco do empresário Daniel Vorcaro por meio de um contrato de consultoria. O processo levou a PF a cumprir mandados de busca e apreensão contra Jaques Wagner, que deixou a liderança do governo no Senado na última quarta-feira (26) após quase uma semana de pressão.
Defesa do governador
Jerônimo Rodrigues ressaltou que “não está no script qualquer afastamento de secretário por causa de denúncias” e afirmou não haver “julgamento” que justifique a exoneração. O governador chorou ao defender Wagner em ato de campanha na sexta-feira (27), declarando confiança no aliado: “A Bahia te ama”.
Impacto político
A saída de Wagner do posto de líder do governo marcou a primeira baixa de um aliado próximo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste mandato em razão de investigação da PF. A operação encontrou o equivalente a R$ 482 mil em espécie em endereços ligados ao senador, incluindo US$ 49 mil em um quarto de hotel em Brasília.
Imagem: Divulgação Vaner Casaes
O PT da Bahia divulgou nota de solidariedade, afirmando “total e plena confiança” na conduta de Wagner. A defesa do senador recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para anular a decisão que autorizou as buscas, alegando “erros graves” e origem lícita dos valores apreendidos.
Com informações de O Globo
