Policial da reserva é suspeito de liderar chacina em Formosa que deixou quatro mortos

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    Um policial militar da reserva é apontado pela Polícia Civil como um dos três homens que abriram fogo contra quatro credores em Formosa, no Entorno do Distrito Federal, na tarde de terça-feira (11). As vítimas, que haviam se deslocado em uma caminhonete para cobrar uma dívida de R$ 250 mil, foram surpreendidas por dezenas de disparos e morreram no local. Até a noite de quarta-feira, nenhum dos suspeitos havia sido capturado.

    Segundo o delegado José Antônio Sena, responsável pelo inquérito, a identidade dos executores já está confirmada, mas permanece em sigilo para não atrapalhar as buscas. Imagens colhidas pelas equipes mostram o trio deixando a cena poucos minutos após o crime. Entre eles, o veterano da Polícia Militar, cuja experiência em armas de fogo e táticas operacionais acendeu o alerta das forças de segurança.

    Como o ataque foi armado

    Tiroteio instantâneo

    Testemunhas relataram que a caminhonete das vítimas mal havia estacionado quando foi alvo de rajadas sucessivas. “Não houve discussão, não houve aviso. Foi chegar e atirar”, descreveu Sena. A perícia contabilizou mais de 30 cápsulas no local, indicando uso de pistolas de alto calibre e, possivelmente, carabinas de uso restrito.

    Fuga em rota planejada

    Logo após o tiroteio, os três suspeitos se dispersaram por rotas diferentes. Um deles abandonou o carro a cerca de cinco quilômetros da cena, nos arredores de uma zona rural com matagal denso. A suspeita é que tenham contado com apoio logístico externo, inclusive para descarte de armas.

    Motivação: dívida de R$ 250 mil

    A principal linha de investigação aponta que o estopim do crime foi a cobrança de R$ 250 mil referentes à compra de um caminhão-prancha. Circula ainda a informação de que alguns envolvidos no negócio atuariam como agiotas, mas, para a polícia, o conflito se concentrou nessa transação específica. “Mesmo que existam outras pendências financeiras, tudo indica que o gatilho foi essa cobrança”, afirmou o delegado.

    Pistola encontrada com uma das vítimas

    Os peritos localizaram uma pistola na cintura de um dos mortos, reforçando a hipótese de que o grupo se preparava para um encontro tenso. A arma, no entanto, não chegou a ser disparada. Exames de balística vão verificar se pertence ao acervo legal do proprietário e se havia registro recente de porte.

    Quem são as vítimas

    • Luís Antônio Rodrigues, 58 anos – Integrante de comunidade cigana de São Paulo.
    • Gustavo Fernandes Graças, 30 anos – Ex-secretário municipal de Transportes de São João d’Aliança (GO).
    • André Luiz Ferreira Silva, 41 anos – Natural de São Paulo, ligado ao grupo de credores.
    • Gustavo Aurélio Miguel, 31 anos – Empresário de São João d’Aliança (GO).

    A prefeitura de São João d’Aliança decretou luto oficial de três dias e divulgou nota lamentando as mortes de Gustavo Graças e Luís Antônio Rodrigues. Parentes das vítimas paulistas viajaram a Goiás para o reconhecimento dos corpos e providências funerárias.

    Caçada aos suspeitos

    Policial da reserva no radar

    O envolvimento de um ex-PM complica a operação. Além de conhecer os métodos de busca e apreensão, ele é habilitado no manuseio de armamento pesado e pode ter acesso a abrigos seguros. Equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar monitoram imóveis ligados ao investigado em Goiás e no Distrito Federal.

    Integração de forças e uso de tecnologia

    Unidades especializadas em homicídios, inteligência e rastreamento eletrônico unem esforços para mapear a movimentação bancária e o histórico telefônico dos foragidos. Drones e cães farejadores vasculham áreas de mata fechada, enquanto barreiras policiais bloqueiam as principais rodovias da região.

    Repercussão e clima na cidade

    Formosa amanheceu sob clima de medo na quarta-feira. Muitos comerciantes optaram por fechar mais cedo, temendo represálias. Nas redes sociais, moradores cobram resposta rápida do poder público e questionam se o município se tornou rota de acerto de contas de grupos externos.

    Autoridades locais pregam cautela

    Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de Goiás afirmou que “nenhum crime ficará impune” e destacou a importância de não divulgar boatos que prejudiquem as investigações. O órgão confirmou que policiais da reserva podem perder benefícios caso comprovada participação em crimes hediondos.

    Próximos passos da investigação

    1. Mandados de prisão preventiva: pedidos já tramitam na Justiça. Assim que expedidos, permitirão buscas mais incisivas inclusive fora do estado.
    2. Exame de balística: irá comparar projéteis retirados dos corpos com armas eventualmente apreendidas.
    3. Quebra de sigilo telefônico: pretende identificar contatos feitos pelas vítimas antes do encontro fatal.
    4. Análise financeira: investiga depósitos, transferências e contratos vinculados ao caminhão-prancha.

    Enquanto a caçada continua, a polícia pede que informações sobre paradeiro dos suspeitos sejam encaminhadas, de forma anônima, ao Disque-Denúncia 197. O sigilo é garantido.

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    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.