PSOL confirma Rosimayre Aires como candidata ao governo de Roraima nas eleições de 2026

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    O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) lançou oficialmente, neste sábado (1º), a servidora pública Rosimayre Aires como candidata ao governo de Roraima. A decisão foi aprovada por aclamação durante convenção realizada no Sindicato dos Servidores Públicos Federais do estado (Sindsep-RR), em Boa Vista, consolidando a primeira disputa majoritária da militante de 51 anos.

    Aires terá como companheira de chapa a professora indígena Lúcia Patamona. No mesmo encontro, o partido homologou Bartô Macuxi e Mário Rocha para concorrer às duas vagas ao Senado em jogo em 2026, marcando uma estratégia que prioriza vozes ligadas a movimentos sociais e à defesa de territórios tradicionais.

    Convenção define chapa completa do PSOL

    Apesar de não contar com parlamentares eleitos no estado, o PSOL lotou o auditório do Sindsep-RR com militantes, representantes de associações de bairros e lideranças indígenas. A convenção seguiu o rito exigido pela Justiça Eleitoral: fala de delegados, apresentação de pré-candidatos, votação e, por fim, assinatura da ata.

    Composição oficial

    • Governadora: Rosimayre Aires
    • Vice-governadora: Lúcia Patamona
    • Senado (1ª vaga): Bartô Macuxi
    • Senado (2ª vaga): Mário Rocha

    No discurso que encerrou o evento, Rosimayre ressaltou a intenção de “romper com a lógica de gabinete” e afirmou que pretende sustentar a campanha em plenárias de rua: “Sou parte da população que sofre com postos de saúde sem remédio e escolas sucateadas. É com esse olhar que quero governar”.

    Perfil de Rosimayre Aires

    Nascida em Manaus, Rosimayre Patrícia Aires da Silva mudou-se para Boa Vista há mais de duas décadas. Artesã por formação, ela tornou-se servidora pública concursada em 2017 e desde então trabalha no Centro de Atenção Psicossocial para Usuários de Álcool e outras Drogas (CAPS AD III). Mãe de três filhos e avó de três netos, Rosimayre ganhou projeção local pela defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e pela participação em coletivos feministas.

    Trajetória de militância

    1. Atuação em grupos de economia solidária que promovem artesanato amazônico.
    2. Participação em audiências públicas sobre expansão de leitos psiquiátricos no estado.
    3. Colaboração em campanhas de enfrentamento à violência contra mulheres e meninas.

    Apesar da falta de experiência eleitoral, aliados afirmam que a candidata reúne capilaridade em bairros periféricos de Boa Vista, onde organiza feiras culturais e presta orientação a famílias com dependentes químicos.

    Pautas prioritárias

    Em linhas gerais, o programa de governo ainda será protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas Rosimayre adiantou três eixos centrais:

    1. Saúde com foco em atenção básica

    O PSOL defende ampliar a cobertura da Estratégia Saúde da Família, fortalecer o CAPS e descentralizar exames de média complexidade para o interior, onde comunidades indígenas relatam percursos de até 400 quilômetros para acessar atendimento.

    2. Educação integral

    A candidatura promete dobrar o número de escolas que oferecem tempo integral e implantar merenda com alimentos da agricultura familiar, conectando pequenos produtores roraimenses à rede pública.

    3. Infraestrutura sustentável

    Entre as propostas está a recuperação de estradas vicinais com pavimentação ecológica, além de um plano de energia solar para reduzir a dependência de termelétricas nos municípios isolados.

    Cenário eleitoral em Roraima

    Nas eleições de 4 de outubro de 2026, Roraima escolherá governador, dois senadores, oito deputados federais e 24 estaduais. Até o momento, sete nomes despontam na disputa pelo Executivo estadual:

    • Hélio Bolsonaro (PL)
    • Nicoletti (PL)
    • Rogério Miranda (DC)
    • Regina Tio Ivo (Novo)
    • Chico Rodrigues (PSB)
    • Rosimayre Aires (PSOL)

    As demais legendas têm até 5 de agosto para realizar convenções e definir candidaturas. Já o prazo de registro no TSE termina em 15 de agosto. De 16 de agosto em diante, candidatos podem pedir voto, divulgar material impresso e aparecer em rádio e TV.

    Forças em disputa

    Analistas veem o pleito dividido entre três blocos: a direita bolsonarista, representada pelo PL; um centro pragmático, que busca alianças entre PSB, MDB e União Brasil; e a esquerda, onde o PSOL tenta conquistar espaço tradicionalmente dominado pelo PT. Sem coligações formais, Rosimayre aposta na militância de base e em diálogo com servidores federais lotados em Roraima, especialmente professores e profissionais da saúde.

    Próximos passos

    Em agosto, Rosimayre dará início a caravana que percorrerá municípios como Rorainópolis, Caracaraí e Mucajaí. A meta é apresentar diretrizes de governo em assembleias populares e coletar sugestões que serão anexadas ao programa oficial. A equipe de campanha também planeja um núcleo de comunicação digital para contornar o baixo tempo de televisão.

    Com a homologação, a candidata do PSOL enfrenta agora o desafio de construir palanques regionais, arrecadar recursos dentro das novas regras do fundo partidário e transformar visibilidade militante em intenção de voto. Roraima, que conta com pouco mais de 360 mil eleitores segundo o TSE, costuma registrar abstenção superior a 20%, fator que pode reposicionar candidaturas de menor estrutura se conseguirem mobilizar o eleitorado jovem e indeciso.

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    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.