PT confirma Luis Cesar Bueno na disputa pelo governo de Goiás e mira segundo turno

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    A Federação Brasil da Esperança – que reúne PT, PCdoB e PV – oficializou o ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno como candidato ao governo de Goiás nas eleições de 2026. A escolha foi sacramentada em convenção realizada em Goiânia, neste sábado (1º), e marca a primeira tentativa do parlamentar de chegar ao Palácio das Esmeraldas.

    Com quatro mandatos na Assembleia Legislativa e duas passagens pela Câmara Municipal da capital, Bueno afirmou que pretende resgatar os 1,5 milhão de votos dados à coligação progressista no segundo turno presidencial de 2022 para levar a esquerda goiana a uma nova etapa da disputa estadual.

    Convenção sela aliança progressista

    O evento, realizado em um centro de convenções no Setor Central, reuniu militantes, dirigentes partidários e representantes de movimentos sociais. No palanque, a federação confirmou o apoio de siglas aliadas – PDT, PSOL e Rede Sustentabilidade – formando um bloco que buscará unificar o campo progressista no estado.

    Durante o discurso de aclamação, Luis Cesar Bueno frisou que o primeiro compromisso da campanha será a elaboração participativa de um plano de governo com foco em emprego, renda e desenvolvimento regional. Para ele, é possível “construir um novo ciclo de industrialização” sem abrir mão da preservação ambiental, tema caro ao PV e à Rede.

    Chapa completa

    • Vice-governador: Carlos Mundim (PDT), advogado e ex-secretário municipal de desenvolvimento econômico.
    • Senado (duas vagas em disputa): Isaura Lemos (PSB), ex-deputada estadual, e Cíntia Dias (PSOL), professora da Universidade Federal de Goiás.

    A presença de dois nomes ao Senado amplia o leque de partidos representados na coligação e reforça a tentativa de ocupar diversos espaços na chapa majoritária, estratégia vista como fundamental para ampliar o tempo de rádio e TV.

    Desafios e metas da campanha

    Embora Bueno seja considerado um quadro experiente dentro do PT, esta é a primeira vez que ele se lança em um pleito estadual majoritário. O próprio candidato reconhece a necessidade de se projetar para além da região metropolitana, tradicional reduto da legenda, apostando em agendas itinerantes no interior, especial­mente no eixo que liga Anápolis ao sudoeste goiano, onde cresce a fronteira agrícola.

    Entre as propostas anunciadas no palco da convenção estão:

    1. Criação de um programa de primeira oportunidade para jovens, atrelando educação técnica a incentivos fiscais para empresas que contratarem recém-formados.
    2. Reestruturação da rede de saúde, com ênfase em hospitais regionais e telemedicina para municípios distantes.
    3. Ampliação do crédito rural voltado à agricultura familiar, em parceria com cooperativas de produtores.
    4. Política de segurança pública baseada em prevenção, inteligência e fortalecimento das polícias especializadas.

    A coordenação de campanha informou que os tópicos terão contribuição de especialistas, universidades e representantes de setores produtivos. A meta é apresentar a versão final do plano até o início do horário eleitoral gratuito.

    Cronograma eleitoral em Goiás

    Segundo o calendário fixado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), partidos e federações têm até 5 de agosto para concluir convenções estaduais. Os registros de candidatura devem ser protocolados até 15 de agosto, e a propaganda em ruas, rádio e televisão começa no dia seguinte.

    Em 4 de outubro, os goianos irão às urnas para escolher:

    • presidente da República;
    • governador;
    • dois senadores;
    • deputados federais;
    • deputados estaduais.

    Se nenhum candidato ao governo alcançar mais da metade dos votos válidos, o segundo turno está marcado para 25 de outubro.

    Perfil de Luis Cesar Bueno

    Nascido em Goiânia em 11 de agosto de 1960, Luis Cesar de Bueno e Freitas cresceu no bairro Campinas, coração comercial da capital. É casado, pai de dois filhos e graduado em História e Estudos Sociais pela então Universidade Católica de Goiás, atual PUC-Goiás. Possui pós-graduação em políticas públicas e especialização em finanças públicas e desenvolvimento urbano.

    Da militância estudantil ao parlamento

    A atuação política começou nos corredores da universidade, onde participou de grêmios estudantis durante a efervescência do processo de redemocratização. Em 1980, aproximou-se de lideranças que mais tarde fundariam o Partido dos Trabalhadores em Goiás. Bueno integrou a primeira executiva municipal do PT em Goiânia e, pouco depois, ajudou a estruturar a Central Única dos Trabalhadores (CUT) no estado, da qual foi delegado na fase inaugural.

    Ele ocupou pela primeira vez um cargo eletivo em 1996, quando se elegeu vereador pela capital. Reeleito em 2000, destacou-se por projetos relacionados à inclusão social e geração de empregos. Em 2002, migrou para a Assembleia Legislativa, garantindo quatro mandatos consecutivos (2003-2019) e presidindo comissões de Finanças, Tributação e Meio Ambiente.

    Experiência em gestões municipais e estaduais

    Além da trajetória legislativa, Bueno exerceu funções no Executivo. Entre 2010 e 2012, foi secretário municipal de Planejamento na última gestão petista em Goiânia. Nesse período, coordenou a revisão do Plano Diretor e programas de urbanização em áreas de interesse social. A proximidade com a temática orçamentária é apontada pelos aliados como trunfo para dialogar com prefeitos de distintos partidos.

    Reação nos bastidores

    Lideranças petistas comemoraram a consolidação da candidatura como um passo para recompor a presença do partido em um estado onde, historicamente, a disputa é polarizada entre siglas de centro-direita. Analistas políticos avaliam que o desempenho da equipe comandada por Bueno dependerá da capacidade de recompor alianças no interior e de atrair o eleitorado que, em 2022, votou no campo progressista durante o segundo turno presidencial.

    Pesquisas de intenção de voto divulgadas recentemente apontam que o atual grupo governista lidera a corrida, mas o cenário permanece aberto: uma parcela significativa do eleitorado ainda se declara indecisa, sobretudo entre jovens de 16 a 24 anos e moradores da região norte do estado. A campanha petista aposta nesse contingente para provocar um eventual segundo turno.

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    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.