Obra parada expõe vergalhões na Pedra do Guindaste e põe visitantes em risco em Macapá

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    Vergalhões retorcidos, concreto inacabado e maré batendo direto na estrutura: essa é a cena que se transformou em cartão-postal indesejado na Pedra do Guindaste, um dos pontos turísticos mais fotografados de Macapá. A reforma, que deveria ter sido concluída em 19 de março, está parada no meio do Rio Amazonas e coloca moradores e visitantes diante de um risco concreto de cortes, escorregões e até arrastamento pela correnteza.

    Diante do impasse, a Prefeitura de Macapá anunciou um novo prazo de 30 a 45 dias para concluir a obra de R$ 156 mil. O serviço, que pretende trocar o antigo cilindro corroído por uma base artística em concreto, depende de um projeto técnico revisado e das oscilações diárias da maré para avançar.

    Reforma interrompida expõe ferragens no Rio Amazonas

    O desgaste da coluna metálica que sustenta a imagem de São José, no alto da pequena rocha, é monitorado desde 2019. A prefeitura iniciou uma intervenção no fim de 2023 para substituir o material comprometido. Contudo, a empreitada foi suspensa logo depois da instalação das primeiras armações de ferro. Sem conclusão, a estrutura metálica ficou à vista, sofrendo com oxidação acelerada pela água salobra e pela umidade constante.

    Cronograma estendido

    O cronograma inicial previa a entrega para 19 de março deste ano. A Secretaria Municipal de Obras decidiu rever o prazo depois de constatar que o documento que embasava o projeto original se resumia a um croqui feito à mão, sem detalhes estruturais ou memoriais de cálculo. Foi necessário contratar nova equipe de engenharia e arquitetura para elaborar desenhos, especificações de materiais, medições e planejamento executivo.

    Valor investido e influência das marés

    O contrato continua fixado em R$ 156 mil, mas a execução depende diretamente da tábua de maré. Quando o Amazonas sobe, o canteiro improvisado fica submerso, impedindo concretagem e corte de ferragens in loco. Nesses períodos, as equipes se concentram em confeccionar elementos estruturais no ateliê do artista plástico responsável. O serviço só avança no rio durante as vazantes, janelas curtas que exigem logística precisa de transporte de pessoal, moldes e material.

    Risco aos frequentadores

    Mesmo sem qualquer sinalização ou bloqueio físico, a Pedra do Guindaste segue atraindo curiosos. Nas redes sociais circula vídeo que mostra um homem escalando a armação de ferro para fazer fotos. A prática é proibida pela prefeitura, que ressalta o risco de perfurações, quedas e arrastamento pela correnteza quando a maré enche.

    Falta de isolamento

    Não há tapumes, boias ou cordões de isolamento no raio de segurança recomendado para obras aquáticas. Técnicos da secretaria afirmam que instalar barreiras tradicionais no meio do rio é inviável logisticamente, pois os painéis de madeira comuns em obras urbanas não resistiriam à pressão das ondas e poderiam se desprender.

    Medidas de segurança planejadas

    Para reduzir a exposição, o município estuda erguer gradis metálicos provisórios na parte visível da estrutura e criar um trapiche de acesso controlado. A passarela serviria tanto aos operários quanto aos visitantes, permitindo observação mais próxima da escultura sem necessidade de escalar a base. O projeto ainda aguarda aval do setor de arquitetura urbana.

    Próximos passos do projeto

    Nova base em concreto artístico

    Quando a obra for retomada, a antiga coluna desgastada será removida por inteiro. A substituta, moldada em concreto armado, reproduz o formato irregular da pedra original que deu nome ao monumento. Além do aspecto estético, a peça proporcionará maior área de contato com o solo rochoso e proteção extra às ferragens, que receberão tratamento anticorrosivo antes do recobrimento.

    Previsão de entrega

    Com o novo projeto técnico aprovado, a secretaria estima que restam de 30 a 45 dias úteis de serviço efetivo — contados apenas nos períodos permitidos pela maré. O órgão descarta risco iminente de colapso da imagem de São José, mas admite que a situação atual demanda pressa para evitar acidentes. A expectativa é entregar o cartão-postal revitalizado antes do início da alta temporada turística na capital.

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    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.