Câmara inicia recesso sem definir punição a deputados que invadiram a Mesa Diretora em 2025

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    A Câmara dos Deputados encerra os trabalhos desta primeira etapa legislativa sem concluir o processo disciplinar contra Marcel Van Hattem (Novo-RS), Zé Trovão (PL-SC) e Marcos Pollon (PL-MS). Os três parlamentares lideraram, em agosto de 2025, a ocupação da Mesa Diretora que paralisou as votações por cerca de 30 horas.

    O protesto foi organizado após a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O grupo buscava pressionar o Congresso a votar um projeto de anistia para Bolsonaro e para condenados pelos atos de 8 de janeiro.

    Em maio, o Conselho de Ética aprovou a suspensão dos deputados por 60 dias, mas a penalidade ainda depende de confirmação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Os investigados recorreram, e o recurso aguarda despacho do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), responsável por encaminhar o caso à CCJ.

    Integrantes da Comissão afirmam que o tema não consta da pauta e dificilmente avançará em 2026. Caso a CCJ rejeite o recurso, ainda caberá recurso ao plenário antes da aplicação das suspensões.

    Van Hattem declarou não ter sido procurado por Motta nem ter buscado o presidente para tratar do assunto. Ele sustenta que, se analisado, o recurso deverá ser acolhido por supostas inconstitucionalidades no processo.

    Lideranças partidárias avaliam que a decisão pode ficar para o segundo semestre ou até depois das eleições municipais de outubro, período em que o Congresso costuma ficar esvaziado. O recesso parlamentar começa oficialmente em 18 de julho.

    Aliados de Motta afirmam que o presidente da Câmara evita enfrentar a oposição neste momento, enquanto tenta manter boa relação tanto com o Palácio do Planalto quanto com o PL, de olho na própria reeleição em fevereiro de 2027.

    Enquanto isso, o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) voltou a exercer o mandato no mês passado após cumprir suspensão de seis meses aprovada pelo Conselho de Ética e confirmada em plenário por agressão a um militante do Movimento Brasil Livre (MBL) em abril de 2024.

    Com informações de O Globo

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.