Planalto critica ida de Flávio Bolsonaro a audiência nos EUA e fala em “traição à pátria”

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    Brasília – O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou nota, nesta terça-feira (7), condenando a participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma audiência no Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) sobre as tarifas de 25% aplicadas pelo governo Donald Trump a produtos brasileiros.

    Segundo o comunicado, assinado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Flávio foi o único entre os 34 inscritos brasileiros a não se posicionar contra as medidas, sugerindo apenas o adiamento da cobrança. O Planalto classificou a iniciativa como “claro objetivo eleitoreiro” e afirmou que “convocar uma potência estrangeira a pressionar o próprio país é traição à pátria”.

    Disputa eleitoral

    O texto destaca que o senador é o principal adversário de Lula na eleição de outubro de 2026 e acusa Flávio de legitimar “investigação injusta contra empresários e trabalhadores” brasileiros. Para o governo, há diferença entre fazer oposição ao Executivo e “fazer oposição ao país e ao povo brasileiro”.

    Críticas ao posicionamento do senador

    A Secom afirma que Flávio não negou que a campanha de sua família teria contribuído para o chamado “tarifaço” e que deixou de reconhecer “erro ao contrariar os interesses do povo brasileiro”. O Planalto também diz que o parlamentar propôs subordinar o Pix a interesses norte-americanos, enquanto autoridades brasileiras negociam desde julho de 2025 para revogar as sobretaxas.

    Banco Master e outras acusações

    Na nota, o governo aponta que o senador não explicou sua relação com o Banco Master, envolvido em escândalo de corrupção, nem seus vínculos com o empresário Daniel Vorcaro, a quem teria solicitado mais de R$ 130 milhões para produzir um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Manifesto de Flávio Bolsonaro

    Durante os cinco minutos de fala na audiência, que não foi transmitida, Flávio alegou que o período eleitoral seria “o pior possível” para a implementação das tarifas e acusou o governo Lula de explorar politicamente o tema. O senador também defendeu o Pix, alvo de questionamentos por parte dos Estados Unidos.

    Aliados do governo intensificaram, nas últimas semanas, o uso do apelido “Tariflávio” para ligar o parlamentar à adoção das tarifas. Nos bastidores, o Planalto interpreta a atuação do senador junto às autoridades norte-americanas como tentativa de pressionar o Brasil em meio às negociações comerciais.

    Com informações de O Globo

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.