Patrimônio de Tião Bocalom sobe 15% e ultrapassa R$ 1,2 milhão na corrida pelo governo do Acre

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    O candidato do PSDB ao governo do Acre, Tião Bocalom, apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral uma declaração de bens que totaliza R$ 1.216.500, valor 15,3% superior ao informado na eleição municipal de 2022, quando foi eleito prefeito de Rio Branco. Apesar de menor que o do titular da chapa, o vice Sargento Adonis, também tucano, registrou o montante mais robusto: R$ 1.448.000, 25,7% acima do patrimônio que exibiu ao disputar vaga na Assembleia Legislativa há dois anos.

    Os números constam do pedido de registro protocolado pela coligação e reforçam a força do setor agropecuário dentro da dupla, já que a maior parte do salto se deve à aquisição ou valorização de propriedades rurais e rebanhos de gado.

    Como ficou a nova lista de bens de Tião Bocalom

    Terras rurais impulsionam o salto patrimonial

    A principal novidade na relação de Bocalom é uma área de 81 hectares avaliada em R$ 1 milhão. O terreno representa, sozinho, mais de 80% do total declarado e explica quase todo o acréscimo registrado desde 2022. O tucano ainda incluiu R$ 80 mil referentes a 83% de outra área em Acrelândia, município que governou por três mandatos.

    Além das fazendas, Bocalom mantém na lista a caminhonete de R$ 90 mil que já aparecia há quatro anos e um automóvel 2007 cujo valor foi atualizado de R$ 15 mil para R$ 28 mil. O candidato também reportou saldos bancários de R$ 8 mil, metade de uma madeireira estimada em R$ 6,5 mil e a totalidade das cotas de uma empresa avaliada em R$ 4 mil.

    Na eleição anterior, o patrimônio do então postulante à prefeitura somava R$ 1.055.000, distribuídos em uma área de terra, seis lotes urbanos (R$ 150 mil) e os dois veículos citados. O incremento de 15% agora se dá, portanto, mais pela mudança na composição do que por simples valorização de bens já possuídos.

    A trajetória patrimonial do ex-prefeito pode ser rastreada até 2004, quando venceu sua primeira eleição em Acrelândia. Naquele registro, não havia qualquer bem declarado, o que indica que todo o patrimônio atual foi construído nos últimos 20 anos.

    Declaração de Sargento Adonis

    Terras e gado concentram a maior parte dos valores

    Vice na chapa de Bocalom, o policial militar Adonis Schuch se mantém fiel ao agronegócio. Dos R$ 1.448.000 listados, R$ 590 mil estão em terras rurais e R$ 498 mil correspondem a 244 cabeças de gado. Em comparação com 2022, o valor dos terrenos caiu – eram R$ 900 mil –, mas a inclusão do rebanho e de outros bens compensou a diferença e resultou em aumento global de 25,7%.

    O restante do patrimônio engloba um imóvel geminado em Cruzeiro do Sul avaliado em R$ 270 mil, um veículo 2023 de R$ 50 mil e outro 2011 de R$ 40 mil. Na declaração anterior, além dos terrenos, apareciam R$ 252 mil em “outros bens”, categoria que não se repete no pedido atual.

    Panorama das demais candidaturas já registradas

    Com o registro da chapa tucana, o Acre passa a ter cinco nomes confirmados oficialmente para a disputa estadual de 2026:

    • Alan Rick (Republicanos) – declarou R$ 5,2 milhões, aumento de 147% em relação à eleição passada;
    • Mailza Assis (PP) – registro efetivado, patrimônio ainda não detalhado publicamente;
    • Dr. Luisinho (Agir) – informou não possuir bens;
    • Eudo Raffael (PCB) – declarou R$ 165 mil;
    • Tião Bocalom (PSDB) – R$ 1,216 milhão.

    A etapa de entrega dos documentos marca o início oficial da corrida eleitoral. Até a data limite imposta pelo TSE, eventuais impugnações podem ser apresentadas por partidos, Ministério Público ou cidadãos. Nos bastidores, entretanto, a atenção dos estrategistas está voltada não só à regularidade das contas, mas à forma como o eleitorado reage às cifras divulgadas.

    Desigualdade de recursos em foco

    Embora o patrimônio não seja garantia de êxito nas urnas, candidatos que exibem montantes mais elevados costumam ter maior facilidade de autofinanciar parte da campanha, reduzindo a dependência de doações. Por outro lado, valores expressivos podem despertar críticas de adversários e cobranças sobre origem e evolução dos bens.

    No caso acreano, a diferença entre quem mais e quem menos possui beira R$ 5 milhões. Em meio a um eleitorado acostumado a pautas como regularização fundiária, produção agrícola e acesso a serviços públicos, o peso político de residências, carros e rebanhos deve ser testado até outubro.

    Próximos passos no calendário eleitoral

    Com os registros protocolados, o TSE analisa a documentação e publica eventuais pedidos de diligência. Candidatos precisam, ainda, abrir contas bancárias específicas para a campanha, contratar contabilidade e enviar relatórios financeiros parciais. O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro de 2026.

    Enquanto isso, a equipe de Tião Bocalom aposta na gestão municipal como vitrine, destacando projetos de infraestrutura tocados na capital. Já Sargento Adonis reforça imagem ligada à segurança pública e à produção rural. Ambos deverão divulgar, nas próximas semanas, o detalhamento de receitas e despesas eleitorais, itens que, somados ao patrimônio, permitem acompanhar a origem dos recursos utilizados durante a campanha.

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.