Operação Axolote prende cinco suspeitos e apreende arsenal em Viçosa e Ubá

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    Uma ofensiva policial de grande porte sacudiu a Zona da Mata mineira na manhã desta quarta-feira (12). Batizada de Operação Axolote, a ação resultou na prisão de cinco pessoas e na realização de 26 mandados de busca e apreensão em Viçosa e Ubá. O objetivo declarado foi enfraquecer uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas e homicídios que, segundo a Polícia Civil, vinha espalhando temor nas duas cidades.

    A mobilização reuniu efetivos da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), Polícia Militar (PMMG), Polícia Penal e Corpo de Bombeiros Militar (CBMMG). Além de armamento pesado, munições e vários tipos de entorpecentes, os agentes recolheram veículos, balanças de precisão, cadernos de contabilidade do tráfico e dinheiro vivo, dando um golpe significativo na logística do grupo.

    Megaoperação mobiliza quatro forças de segurança

    Planejada ao longo de meses, a Operação Axolote mirou endereços previamente mapeados a partir de investigações que conectam os suspeitos a uma cadeia de comércio de drogas e a execuções na região. Ainda antes do amanhecer, equipes da PCMG, PMMG, Polícia Penal e CBMMG se dividiram entre as duas cidades e seguiram para cumprir simultaneamente os 26 mandados autorizados pela Justiça.

    Mandados em 12 bairros de Viçosa

    Em Viçosa, a ofensiva se espalhou por uma dúzia de bairros:

    • Nova Viçosa
    • Santa Clara
    • Coelhas
    • Sagrada Família
    • Maria Eugênia
    • Sol Nascente
    • Posses
    • São Sebastião
    • Benjamin Araújo
    • Fátima
    • Nova Era

    O intenso movimento de viaturas e agentes armados chamou a atenção de moradores logo cedo. A presença maciça das forças de segurança foi estratégica: ao atacar simultaneamente pontos distintos, a polícia buscou impedir que informações sobre a chegada das equipes fossem repassadas entre integrantes do grupo.

    Alvo também em Ubá e no sistema prisional

    Enquanto as incursões avançavam em Viçosa, outra equipe se deslocou para o bairro Seminário, em Ubá, onde foram cumpridas diligências ligadas à mesma quadrilha. Paralelamente, policiais penais vistoriaram celas no complexo prisional de Muriaé, local apontado como possível centro de coordenação remota de parte das atividades criminosas.

    Arsenal e drogas retirados de circulação

    O balanço parcial divulgado pela Polícia Civil revela um leque variado de materiais apreendidos, que vai de armas de fogo a pés de maconha plantados pelos investigados. Segundo os delegados responsáveis, as apreensões deixam clara a estrutura do grupo para manter o comércio de drogas e, quando necessário, intimidar rivais ou desafetos.

    Armas, munições e veículos

    • 1 revólver calibre 38
    • 1 carabina de pressão adaptada
    • Munições de diversos calibres
    • 1 carro de passeio
    • 1 motocicleta

    As duas armas estavam municiadas e, segundo os investigadores, prontas para uso imediato. Já os veículos, apreendidos em poder de suspeitos, eram utilizados, de acordo com a polícia, para deslocamento rápido de drogas e integrantes da quadrilha.

    Variedade de entorpecentes

    • Porções de cocaína
    • Pedras de crack
    • Comprimidos de drogas sintéticas
    • Porções de maconha e três pés da planta em cultivo doméstico

    Todo o material estava fracionado ou em processo de fracionamento, pronto para distribuição nas ruas. Balanças de precisão, sacos plásticos, fitas adesivas e cadernos do tráfico completavam o kit destinado à contabilidade e à embalagem dos entorpecentes. A polícia também recolheu cerca de R$ 2,5 mil em espécie, montante atribuído a vendas recentes.

    Ligações com homicídios em série

    Embora o foco imediato seja o tráfico de drogas, a investigação aponta que o grupo passou a empregar violência extrema para manter o monopólio de pontos de venda. Há pelo menos dois atentados já conectados à organização, ambos contra a mesma vítima em Viçosa, o que reforça a linha de atuação baseada em retaliação e eliminação de rivais.

    Duplo atentado contra a mesma vítima

    O primeiro ataque ocorreu em 28 de março de 2025, no bairro Nova Viçosa. Na ocasião, a vítima sobreviveu após ser baleada na coxa e no pé. Quatro meses depois, em 28 de julho, houve nova investida: tiros foram disparados no bairro Posses e a mesma pessoa morreu dentro de um imóvel. Para a Polícia Civil, a reincidência demonstra que o grupo não hesitava em perseguir alvos até consumar o assassinato.

    Investigações continuam

    Com a prisão dos cinco suspeitos, os investigadores esperam avançar na identificação do papel de cada integrante. A meta é esclarecer toda a cadeia de comando, quem autorizou as execuções e se há outros homicídios relacionados. A Polícia Civil informou que, caso surjam novos indícios, mais mandados — de prisão ou de busca — poderão ser solicitados ao judiciário.

    Impacto imediato na segurança local

    Líderes comunitários dos bairros visitados comemoraram a presença policial, afirmando que o comércio de drogas vinha crescendo de forma visível nos últimos meses. Embora ainda não haja dados oficiais sobre redução de ocorrências, a retirada de armas e entorpecentes das ruas é vista como alívio temporário para moradores que relataram viver sob constante ameaça.

    Para as corporações envolvidas, o êxito da Operação Axolote reforça a importância de ações integradas. A PCMG destacou que a união entre investigações de inteligência e incursões táticas no terreno acelera a coleta de provas e dificulta a fuga de suspeitos. Os flagrantes obtidos nesta quarta-feira, somados aos elementos já reunidos nos inquéritos, servirão de base para pedidos de prisão preventiva e possíveis denúncias do Ministério Público.

    Próximos passos

    Os cinco detidos foram encaminhados a unidades prisionais da região e serão ouvidos novamente nos próximos dias. As armas, drogas e demais objetos apreendidos passarão por perícia, etapa considerada crucial para vincular cada item a delitos específicos. Enquanto isso, equipes da Polícia Civil continuam analisando mensagens de celulares coletados, na tentativa de mapear a rede de contatos da organização.

    Segundo os investigadores, a expectativa é de que novas prisões ocorram à medida que a perícia avance. Mesmo com o desmonte parcial, a polícia trabalha com a hipótese de que remanescentes possam tentar reorganizar o comércio de drogas, razão pela qual o patrulhamento ostensivo será reforçado em pontos considerados sensíveis de Viçosa e Ubá.

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.