Mulheres conservadoras articulam ação na Justiça dos EUA contra ofensivas virtuais de bolsonaristas

    0

    Um grupo de mulheres de direita prepara uma ação nos tribunais dos Estados Unidos contra bolsonaristas que vivem no país e, segundo elas, promovem ataques nas redes sociais. A informação foi divulgada pela jornalista Ana Flor, da GloboNews.

    De acordo com a repórter, o influenciador Allan dos Santos figura entre os alvos do movimento. As integrantes — todas conservadoras atuantes na política brasileira — afirmam que publicações feitas por perfis ligados ao bolsonarismo configuram calúnia, difamação e injúria. Elas avaliam que os conteúdos também podem ser enquadrados como crime na legislação norte-americana, o que justificaria a abertura de processos nos Estados Unidos.

    Escalada de hostilidades

    A mobilização ganhou força após a divulgação, em 24 de junho, de vídeos em que Michelle Bolsonaro acusou o enteado, o pré-candidato Flávio Bolsonaro, de tê-la maltratado. Desde 27 de junho, a consultoria Bites contabilizou 300 mil menções à ex-primeira-dama; um terço delas trazia críticas. Nos cinco dias seguintes, 103 mil publicações citaram Michelle de forma negativa ou a relacionaram a figuras afastadas do núcleo de Flávio, como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o comentarista Rodrigo Constantino.

    Nas redes, termos como “Michelle Firmo” — seu nome de solteira — e “Dona Michelle” aparecem em tom irônico. Ela também é chamada de “traidora” e “feminista”. Aliadas próximas, entre elas a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), tornaram-se alvos frequentes.

    A consultoria Bites aponta que a onda de críticas se intensificou com a saída de Michelle da presidência do PL Mulher. Entre os que passaram a atacá-la ou a defender Flávio estão Allan dos Santos, o comentarista Paulo Figueiredo e a deputada Bia Kicis (PL-DF). “As publicações do campo bolsonarista trazem, sobretudo, críticas à ex-primeira-dama e a aliados, que acabam se prejudicando no segmento”, observa André Eler, diretor técnico da Bites.

    Com o avanço das hostilidades, as mulheres conservadoras decidiram procurar escritórios de advocacia nos Estados Unidos para avaliar ações contra perfis que, na visão delas, extrapolaram o debate político e passaram a ofender a honra de figuras públicas femininas.

    Com informações de O Globo

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.