Um aparelho de musculação tombou e caiu sobre o lutador de jiu-jítsu Roberto Santana de Jesus, 42 anos, enquanto ele realizava treino de força em Goiânia. A cena, filmada por outro frequentador, viralizou nas redes sociais e levantou questionamentos sobre a fixação dos equipamentos na Academia Panobianco, onde o episódio ocorreu.
Roberto conseguiu se levantar logo depois do impacto, mas permanece com um inchaço no corpo. Embora relate não sentir dores intensas, o atleta admite que considera procurar atendimento médico se o quadro não regredir.
Vídeo mostra aparelho perdendo equilíbrio
As imagens revelam o momento em que o lutador empurra o peso; em seguida, a estrutura metálica inclina lentamente até perder o centro de gravidade. Roberto tenta conter a queda, mas a máquina despenca em sua direção e o atinge parcialmente. O incidente aconteceu há seis dias, durante um treino de rotina.
Segundo o atleta, o susto poderia ter sido maior: “Por sorte, não havia ninguém atrás de mim. Naquele espaço as pessoas costumam alongar”, contou. O vídeo se espalhou rapidamente entre praticantes de atividades físicas, gerando comentários sobre a responsabilidade das academias na manutenção preventiva dos aparelhos.
Equipamento não estava ancorado ao piso
Roberto afirma que não percebeu defeito mecânico antes do acidente. Para ele, a principal falha foi a ausência de ancoragem: “Essas máquinas, por norma, precisam ser fixadas no chão”, relatou. De acordo com o lutador, o piso do local é de madeira e o aparelho não possuía parafusos de segurança.
Ele acrescenta que, mesmo depois de retornar à academia alguns dias após a queda, o equipamento continuava sem fixação definitiva. O atleta treina há 28 anos e costuma realizar exercícios pesados de resistência; por isso, considera essencial que a base dos aparelhos suporte oscilações bruscas de carga.
Norma técnica citada pelo atleta
A legislação sobre equipamentos de academias prevê que máquinas de musculação estejam estáveis e, quando necessário, firmadas ao piso para evitar tombamentos. Esse ponto, mencionado por Roberto, apareceu com força nos comentários on-line, onde frequentadores de diferentes Estados relataram experiências semelhantes.
Lutador se recupera de cirurgia na perna
O episódio ocorreu no momento em que Roberto finalizava a reabilitação da tíbia, fraturada em um acidente de moto. Ele ainda utiliza elásticos de compressão no joelho e no tornozelo, além de placa e parafusos internos. “Se aquela máquina tivesse batido na perna, poderia ter comprometido toda a recuperação”, avaliou.
Apesar do histórico de lesões, o jiu-jiteiro manteve seus treinos de força justamente para acelerar o retorno às competições. O tombo, porém, expôs novo risco: “Foi uma fatalidade, mas poderia ter sido algo muito pior”, concluiu.

Imagem: Internet
Academia abre investigação interna
Em nota, a Academia Panobianco informou ter conhecimento do caso desde o primeiro momento e declarou que uma análise técnica está em curso. O processo inclui a verificação das imagens, das condições do aparelho envolvido e das rotinas de manutenção preventiva adotadas na unidade.
O comunicado destaca ainda que “a segurança dos alunos é prioridade” e que medidas já estão sendo implementadas até o fim da apuração. A direção preferiu não apontar causas nem responsabilidades antes da conclusão do laudo interno.
Contato com o aluno
De acordo com Roberto, um funcionário o procurou logo após a ocorrência para saber seu estado de saúde e garantiu que o problema seria resolvido. Mesmo assim, passados alguns dias, o lutador afirma não ter recebido atualização formal sobre eventuais correções estruturais.
Repercussão nas redes sociais
Com milhares de visualizações, o vídeo gerou corrente de críticas e alertas. Profissionais de educação física, fisioterapeutas e praticantes lembraram que tombamentos de aparelhos não são raros quando a base não está nivelada ou presa ao solo. Outros internautas cobraram fiscalização mais rígida dos órgãos competentes.
Alguns usuários relataram episódios semelhantes em diferentes cidades, reforçando a discussão sobre padrões mínimos de segurança. Para Roberto, o debate público “serve para conscientizar e evitar que aconteça com outra pessoa”.
Procedimentos recomendados após acidentes
- Registrar imagens e horários do ocorrido para auxiliar em investigações;
- Procurar avaliação médica, mesmo sem dor aguda, para descartar lesões ocultas;
- Comunicar formalmente a direção da academia, solicitando verificação técnica do equipamento;
- Acompanhar se as medidas corretivas prometidas são efetivamente implementadas.
Próximos passos
O lutador aguarda a conclusão da perícia interna e não descarta buscar reparação caso seja constatada falha de manutenção. Enquanto isso, ele reduz temporariamente a carga dos treinos e segue monitorando o inchaço provocado pela queda.
Já a Academia Panobianco se compromete a divulgar um posicionamento definitivo tão logo o laudo fique pronto. O caso se soma a outros incidentes recentes registrados em centros de treinamento da região, aumentando a vigilância de alunos e profissionais sobre a fixação dos aparelhos de grande porte.
