Brasília – O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que não acredita na retirada do senador Flávio Bolsonaro (PL) da corrida presidencial de 2026, apesar dos atritos internos no entorno do parlamentar. Em entrevista, o ex-prefeito de São Paulo confirmou que será o vice na chapa “pura” encabeçada por Ronaldo Caiado (PSD) e declarou que seu partido não exigirá dos candidatos a governador fidelidade irrestrita ao presidenciável.
Alianças estaduais sem punição
Kassab classificou as coligações majoritárias como “excrescência” do sistema político brasileiro e ressaltou que o PSD não punirá filiados que apoiem outros nomes ao Planalto. Segundo ele, as redes sociais reduziram a dependência dos presidenciáveis da estrutura de campanha dos governadores.
Direita moderada
Questionado sobre como Caiado pretende atrair o eleitorado de direita, o dirigente descreveu o governador de Goiás como representante de um conservadorismo “moderado e de diálogo” e sustentou que, em eventual segundo turno contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Caiado teria mais chances do que Flávio, devido à rejeição de 51% atribuída ao senador em pesquisas internas.
Problemas na campanha de Flávio
Para Kassab, as divergências entre integrantes da família Bolsonaro, incluindo a ex-primeira-dama Michelle, afetam a imagem do candidato, mas não a ponto de tirá-lo da disputa. “Os números dele ainda são bons”, avaliou.
Críticas ao “tarifaço”
O presidente do PSD classificou como “inadmissíveis” as medidas conhecidas como tarifaço e responsabilizou o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pela articulação em favor do aumento. Kassab disse que Flávio tenta reverter o desgaste, mas “não consegue”.
Imagem: Edils Dantas / Agencia O Globo
Posicionamentos sobre São Paulo e escala 6×1
No cenário paulista, Kassab negou estremecimento com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) após a saída de Felício Ramuth da vice e assegurou apoio à nova composição da chapa. Sobre a Proposta de Emenda à Constituição que altera a jornada de trabalho para escala 6×1, declarou ser favorável ao fim da escala, mas pediu debate mais lento “para evitar impactos no emprego e na inflação”.
Fim das emendas parlamentares
O dirigente voltou a defender o encerramento do atual modelo de emendas, que, para 2026, reserva R$ 61 bilhões no Orçamento. Kassab argumenta que o montante permitiria “construir duas linhas de metrô completas por ano” e cobrou que candidatos à Presidência esclareçam se pretendem manter a prática.
Com informações de O Globo
