O influenciador digital Leonardo Marcondes virou réu em uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) depois de divulgar vídeos nos quais afirma que pessoas pobres não deveriam votar e que “pobre quer tirar vantagem em tudo”.
Decisão liminar
Em decisão provisória, a Justiça determinou que Marcondes retire do ar as publicações consideradas discriminatórias e se abstenha de veicular novos conteúdos com o mesmo teor. O descumprimento implica multa diária de R$ 1 mil, limitada inicialmente a cinco dias. Caso a ordem continue sendo ignorada, o valor poderá ser majorado.
Pedido de retirada integral negado
A magistrada rejeitou o pleito do MPSP para excluir completamente o perfil do influenciador das redes sociais. Segundo a decisão, a remoção total seria desproporcional nesta fase do processo e poderia ferir a liberdade de expressão antes da apresentação da defesa.
Ação contra plataformas
Além de Leonardo Marcondes, Meta e Facebook também figuram como rés no processo. O Ministério Público solicita indenização de R$ 300 mil por danos morais coletivos, a remoção definitiva das publicações e a exclusão do perfil do influenciador.
Investigações do Ministério Público
O órgão instaurou inquérito civil após a divulgação do vídeo que sugeria restringir o direito de voto a pessoas de baixa renda. Para o MPSP, as declarações configuram aporofobia — discriminação motivada pela condição socioeconômica — e violam garantias constitucionais.
Imagem: Internet
Defesa do influenciador
Em depoimento, Marcondes alegou ter usado o termo “pobre” de forma figurada, referindo-se, segundo ele, a uma “mentalidade”. O Ministério Público contesta essa interpretação, argumentando que as próprias postagens vinculam pobreza a características depreciativas e defendem a restrição de direitos políticos.
Até a publicação desta reportagem, a defesa de Leonardo Marcondes não se manifestou.
Com informações de Metrópoles
