Um rapaz de 24 anos luta pela vida no Pronto-Socorro de Rio Branco depois de ter sido retirado inconsciente de uma piscina no bairro Cerâmica, na noite de sexta-feira (21). A irmã foi a primeira a perceber o sumiço do jovem debaixo d’água, mergulhou para resgatá-lo e iniciou manobras de reanimação enquanto vizinhos acionavam o Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
O paciente chegou a sofrer parada cardiorrespiratória, mas recobrou os batimentos após quase dez minutos de procedimentos avançados realizados dentro da ambulância. Apesar da reversão do quadro crítico, ele permanece inconsciente e internado em estado grave; o hospital não divulgou boletim atualizado na manhã deste sábado (22).
Resgate dramático no bairro Cerâmica
A família relatou aos bombeiros que o jovem se divertia na piscina quando desapareceu de vista. O silêncio repentino alarmou a irmã, que avistou o corpo submerso. Sem pensar duas vezes, ela o puxou para a borda com a ajuda de outro parente. Fora d’água, ambos constataram que o rapaz não respirava nem apresentava pulso perceptível.
Primeiros socorros antes da chegada das equipes
Enquanto um vizinho ligava para o 193 e para o 192, a irmã iniciou compressões torácicas guiada por instruções telefônicas. Segundo o 1.º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar do Acre, esses cinco minutos de manobras leigas foram decisivos para evitar danos ainda maiores pela falta de oxigenação.
Atendimento especializado e estabilização
Ao chegar, a guarnição dos bombeiros assumiu a reanimação cardiopulmonar (RCP) já com equipamentos de oxigenação suplementar. Logo depois, a equipe avançada do Samu levou o paciente para dentro da unidade móvel, onde instalou um balão autoinflável, abriu acesso venoso para medicações de emergência e utilizou desfibrilador para uma descarga elétrica controlada.
Procedimentos que restauraram os sinais vitais
De acordo com os socorristas, a soma de compressões eficazes, ventilação assistida e desfibrilação fez o coração voltar a bater em aproximadamente dez minutos. A frequência cardíaca estabilizou, mas a vítima não retomou a consciência. Já na ambulância, foi monitorada a saturação de oxigênio e administradas drogas vasoativas para manter a pressão arterial adequada até o desembarque no hospital.

Imagem: Internet
Quadro clínico ainda inspira cuidados
No setor de emergência do Pronto-Socorro de Rio Branco, o jovem passou por exames de imagem e segue entubado na Unidade de Terapia Intensiva. Médicos avaliam possíveis complicações neurológicas provocadas pelo tempo em apneia. Até o fechamento desta reportagem, familiares aguardavam novo boletim para saber a evolução do quadro.
Afogamentos são segunda causa de morte acidental infantil
Dados da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático indicam que, em todo o país, 16 pessoas morrem afogadas diariamente. Entre crianças, o afogamento fica atrás apenas dos acidentes de trânsito como causa de óbitos não intencionais, alerta a ONG Criança Segura.
Acre registra ocorrências recentes
- Homem de 40 anos que pulou de uma árvore em um igarapé morreu após submergir e não retornar, neste mês.
- Menino de 11 anos desapareceu durante banho em um rio e teve o corpo encontrado horas depois, também em agosto.
- Frentista de 31 anos perdeu a vida em um igarapé no Dia dos Pais, reforçando o cenário de atenção redobrada em ambientes aquáticos.
O Corpo de Bombeiros reforça que o acionamento imediato do socorro é determinante para a sobrevivência em casos de afogamento. Entre a identificação do incidente e a chegada das equipes, cada minuto de RCP de qualidade aumenta significativamente a chance de reversão sem sequelas permanentes.
