Uma jovem de 20 anos foi libertada pela Polícia Civil na manhã de sábado (1º) após passar seis dias confinada na casa de um homem em Ouro, no Oeste de Santa Catarina. O suspeito, que mantinha a vítima sob vigilância constante e a obrigava a gravar vídeos íntimos usados para ameaçá-la, foi preso em flagrante no momento do resgate.
Segundo os investigadores, a universitária, que mora em Zortéa, desapareceu na segunda-feira (27) ao sair da faculdade. Desde então, familiares não conseguiam mais contato, pois o agressor controlava o celular dela, impedia ligações e determinava que enviasse mensagens dizendo estar bem.
Operação que levou ao resgate
Assim que o sumiço foi comunicado, a Delegacia de Zortéa abriu inquérito e iniciou diligências na cidade e nos arredores. Com o avanço das buscas, as equipes passaram a trabalhar também em Ouro, município vizinho distante cerca de 15 quilômetros. Na sexta-feira (31), novas pistas apontaram para um endereço específico, e a Polícia Civil solicitou o apoio da Polícia Militar para fazer a abordagem.
Localização do imóvel
No início da manhã de sábado, agentes cercaram a residência que vinha sendo monitorada. A jovem foi encontrada em um cômodo sujo, com pertences espalhados e sem possibilidade de deixar o imóvel. Imagens registradas pelos policiais mostram colchões no chão, utensílios amontoados e ausência de higiene básica.
Prisão em flagrante
Ao constatar que a vítima estava retida contra a vontade, os investigadores deram voz de prisão ao homem. A idade dele não foi divulgada. Ele foi conduzido à Central de Plantão Policial e autuado em flagrante por cárcere privado. Até a tarde de domingo, permanecia à disposição da Justiça.
Relato da vítima
Vídeos íntimos como arma de ameaça
Em depoimento, a jovem explicou que era forçada a gravar conteúdos de teor sexual sem consentimento. Segundo ela, o agressor utilizava esses materiais para chantageá-la sempre que tentava resistir ou falar com a família. A todo momento, dizia que publicaria as imagens caso ela desobedecesse.
Controle absoluto da comunicação
Além dos vídeos, o suspeito confiscava o celular da vítima, supervisionava cada mensagem enviada e determinava que fossem gravados vídeos em que ela declarava estar bem. As ordens tinham o objetivo de afastar suspeitas dos parentes, que, mesmo assim, estranharam o tom das conversas e procuraram a polícia.

Imagem: Internet
Como o agressor se aproximou
Relacionamento virtual
De acordo com a investigação, vítima e suspeito se conheceram por meio de um jogo on-line e mantiveram um relacionamento à distância. Após meses de conversas, combinaram um encontro presencial.
Abordagem após a aula
Na segunda-feira do desaparecimento, o homem esperou a universitária sair da faculdade e ofereceu carona dizendo que a deixaria na casa dos pais. No trajeto, desviou o percurso e a levou para a residência dele, onde trancou portas e janelas, impedindo qualquer saída.
Próximos passos da investigação
Coleta de provas
O celular apreendido passará por perícia para verificar a existência de outros materiais de ameaça ou possíveis vítimas. Os investigadores pretendem analisar conversas, registros de vídeo e histórico de navegação.
Acompanhamento à vítima
A jovem recebeu atendimento médico e psicológico logo após o resgate. O Conselho Tutelar e a rede municipal de assistência social também foram acionados para garantir apoio integral e acompanhar a família neste período.
{internal_links}
