Flávio Bolsonaro pede cancelamento de tarifas e afirma que sobretaxa fortaleceria Lula em audiência nos EUA

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    WASHINGTON – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) abriu, na manhã desta terça-feira, 7 de julho de 2026, o oitavo painel da audiência pública convocada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) para discutir a possível aplicação de novas tarifas contra produtos brasileiros. Sem transmissão ao vivo e diante de um público restrito, o parlamentar defendeu o cancelamento imediato da sobretaxa, a preservação do sistema de pagamentos Pix e a negociação direta entre Brasília e Washington.

    A sessão começou com uma advertência da organização: fotógrafos foram orientados a interromper os registros antes do início dos trabalhos. Na plateia, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro acompanhava o irmão, que, segundo auxiliares, encarava os cinco minutos de fala como o ponto alto de sua viagem aos Estados Unidos.

    Aliados do senador fizeram ajustes de última hora no discurso para afastar a leitura de que o documento de 86 páginas entregue ao USTR na semana anterior buscava apenas adiar a medida até depois das eleições de 2026. A orientação era deixar claro o pedido de anulação das tarifas.

    Críticas ao STF e menções à corrupção

    Durante a exposição, Flávio argumentou que a investigação norte-americana não deve se limitar ao aspecto econômico. Ele citou decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que, em sua avaliação, impactam a política e a economia, e afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro é alvo de uma “caça às bruxas” judicial.

    O senador ampliou o trecho sobre corrupção, mencionando o mensalão, a Operação Lava-Jato, a condenação e posterior anulação das sentenças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fraudes no INSS, o Banco Master e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Para ele, casos com responsáveis identificáveis não justificam uma tarifa que penalizaria “empresas, trabalhadores e consumidores brasileiros”.

    Sobretaxa beneficiaria Lula, diz senador

    Flávio sustentou que uma nova rodada de tarifas teria efeito político contrário ao pretendido pelos Estados Unidos: fortaleceria o governo Lula às vésperas da eleição presidencial e aproximaria o Brasil da China. Em relação ao Pix, o parlamentar declarou que o sistema não configura concorrência desleal, mas política pública que também favorece companhias americanas atuantes no setor de pagamentos.

    Perguntas da comissão

    Questionado pelos membros do USTR sobre alternativas para pressionar o Brasil sem recorrer às tarifas, Flávio respondeu que Washington dispõe de instrumentos direcionados a indivíduos específicos. Reforçou que uma sobretaxa fortaleceria politicamente Lula e acrescentou acreditar em “grande possibilidade” de mudança de governo no Brasil a partir de 2027, com um presidente “não antiamericano”.

    Ao término da audiência, assessores próximos avaliaram que a apresentação contribuiu para reverter o desgaste causado pelo parecer inicial. A aposta é usar a atuação em Washington como trunfo eleitoral caso o governo Donald Trump recue ou suavize a medida nas próximas semanas.

    Com informações de O Globo

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.