Ex-colega revive memórias de sala de aula com Henrique antes de show da dupla em Palmas

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    Henrique, da dupla Henrique & Juliano, volta a Palmas neste sábado (15) para se apresentar no estacionamento do Estádio Nilton Santos. Quem está na contagem regressiva pelo espetáculo é Leidiany Alves, de 39 anos, ex-colega de classe do artista e autora de um convite inusitado: ela quer repetir a foto que fizeram juntos em 2013, quando se reencontraram por acaso numa clínica.

    Os dois estudaram juntos na Escola Vinícius de Moraes, na capital, entre a 6ª e a 7ª séries, no início dos anos 2000. Hoje, mais de duas décadas depois, Leidiany guarda lembranças vívidas do adolescente que, segundo ela, já era o centro das atenções, sempre cercado de amigos e querido pelos professores.

    Memórias do tempo de escola

    Entre 2003 e 2004, a rotina de Henrique incluía salas de aula, intervalos movimentados e trabalhos em grupo nos corredores da Vinícius de Moraes. Leidiany recorda que ele não ostentava o perfil de “estudioso exemplar”, mas acumulava notas satisfatórias sem abrir mão do carisma. “Ele vivia no meio da turma, era galanteador e gostava de conversar com todo mundo”, relata.

    A popularidade se manifestava até nos momentos mais triviais. Na hora do recreio, Henrique se tornava ponto de encontro de colegas que disputavam espaço para ouvir alguma piada ou simplesmente acompanhar seu bom humor. Embora Leidiany não se lembre de vê-lo cantando nos corredores, ela afirma que a autoconfiança e a facilidade de reunir pessoas já chamavam atenção.

    O jovem mais popular do colégio

    Professoras elogiavam a disposição do adolescente em participar de atividades e a naturalidade com que transitava por diferentes grupos. “Ele não se encaixava no estereótipo do aluno nerd, mas tirava boas notas sem grande esforço”, destaca a ex-colega. Esse equilíbrio entre desempenho acadêmico e sociabilidade reforçou a imagem de “garoto descolado”, rótulo que até hoje ela associa ao parceiro de palco de Juliano.

    A presença de Juliano nos corredores

    Juliano, hoje companheiro de Henrique nos palcos, também frequentava a Vinícius de Moraes, mas em outra turma. Leidiany descreve o futuro cantor como um adolescente tímido e de estatura menor em comparação aos colegas. O contato entre os irmãos, à época, limitava-se principalmente aos intervalos. “Via os dois juntos só no recreio. Juliano ficava mais quieto, parecia observar mais do que falar”, relembra.

    Reencontro inesperado em 2013

    Depois de concluírem a 8ª série, cada um seguiu rumos distintos e o contato se perdeu. A surpresa veio nove anos mais tarde, quando Henrique procurou atendimento rápido na clínica onde Leidiany trabalhava. Sem câmeras profissionais ou aparato de celebridade, ele entrou, reconheceu a antiga colega e aceitou fazer um registro fotográfico.

    A imagem, guardada até hoje, se tornou símbolo de uma amizade que resistiu ao tempo. “Ele continuava brincalhão, mas já carregava aquela postura de artista: atencioso, educado e, ao mesmo tempo, consciente da carreira que estava construindo”, comenta. O encontro reforçou nela a admiração pelo percurso do cantor, que então despontava nas paradas nacionais.

    Expectativa para o show em Palmas

    Passados dez anos da fotografia, Leidiany decidiu compartilhar o clique nas redes sociais, marcando Henrique e lançando a ideia de repetir o momento nos bastidores do espetáculo “Henrique & Juliano Em Casa”. Ingressos comprados, ela quer chegar cedo ao Estacionamento do Estádio Nilton Santos para tentar a aproximação.

    “É uma oportunidade de vê-los de perto e mostrar o quanto me orgulho do caminho que percorreram”, afirma. Ela relembra as dificuldades iniciais da dupla, formada em Tocantins, e reforça que o sucesso atual foi fruto de persistência. “Eu acompanhei de longe, mas sabia que não seria fácil. Hoje, quando vejo o nome deles lotando arenas, entendo que valeu a pena cada esforço.”

    O convite público ainda não recebeu resposta, mas a ex-colega mantém o otimismo. Para ela, a fotografia não é apenas recordação de adolescência; simboliza laços construídos na escola que resistem ao tempo e às transformações da vida adulta. “Se a gente conseguir repetir a foto, será como fechar um ciclo iniciado lá em 2003”, conclui.

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.