Demi Lovato no Brasil: 15 anos de palcos, reinvenções e histeria antes do Rock in Rio 2026

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    Quando subir ao Palco Mundo do Rock in Rio em 12 de setembro, Demi Lovato trará ao Brasil a “It’s Not That Deep Tour”, turnê que abraça um pop mais leve que o do disco anterior. Aos 33 anos, a artista faz do festival a estreia latino-americana da nova fase, confirmando o país como ponto-chave de sua carreira.

    Desde 2009, cada desembarque de Demetria Devonne Lovato por aqui marcou viradas musicais, visuais ou pessoais, sempre acompanhadas por plateias ardorosas. A seguir, relembramos — ano a ano — como a cantora consolidou essa relação, preparando o terreno para o retorno de 2026.

    Uma linha do tempo de altos decibéis e evoluções

    2009 – Estreia com DNA Disney e apoio dos Jonas Brothers

    A primeira oportunidade para o público brasileiro ver Demi ao vivo veio como ato de abertura da turnê dos Jonas Brothers. Ainda impulsionada pelo sucesso de “This Is Me”, da trilha de “Camp Rock”, a jovem subiu ao palco em São Paulo com camiseta do AC/DC, cabelos sacudindo num rock pop que traduzia o espírito Disney daquela geração.

    2010 – Primeira turnê própria e interação direta com fãs

    No ano seguinte, a cantora de 17 anos voltou como atração principal. O repertório mesclou “Remember December”, “La La Land” e “Don’t Forget”. Em “This Is Me”, ela convidava admiradores a dividir o microfone, enquanto versões ao vivo ganhavam guitarras mais distorcidas do que nas gravações voltadas ao público infanto-juvenil.

    2012 – Renascida, mais dançante e platinada

    Após internações e problemas de saúde amplamente noticiados, Demi ressurgiu com show produzido por Timbaland. Hits de pista, como “Give Your Heart a Break”, conviviam com baladas emotivas “Skyscraper” e “Fix a Heart”. A apresentação em São Paulo teve gritos incessantes e iluminação digna de balada pop.

    2014 – Força de “Frozen” e o impacto de “Heart Attack”

    A quarta visita confirmou o salto de popularidade: esgotou ingressos em cinco capitais e ganhou datas extras em São Paulo e Rio. “Let It Go”, tema de “Frozen”, aparecia ao lado do grito agudo de “Heart Attack”, do álbum “Demi”, ampliando a potência vocal que marcaria fases seguintes.

    2015 – Show exclusivo no terraço e promessa de volta

    Sem turnê completa, a passagem de 2015 ficou restrita a um concerto transmitido on-line a partir do terraço de um shopping paulistano. O evento reuniu convidados e serviu para a artista assegurar que regressaria em breve aos palcos brasileiros.

    2016 – Substituição de emergência e discurso sobre saúde mental

    No Z Festival, Demi ocupou a vaga deixada por Selena Gomez e cantou para 18 mil pessoas no Anhembi. O set baseado em “Unbroken” trouxe energia roqueira, com momento de catarse quando a cantora abordou saúde mental antes de “Skyscraper”. O bis colocou todo mundo para dançar com “Give Your Heart a Break”.

    2017 – Única pop internacional em maratona sertaneja

    No ano seguinte, ela se destacou como atração pop estrangeira entre nomes de sertanejo e música nacional. Divulgando o álbum “Confident”, abriu com a faixa-título e emendou “Cool for the Summer” e “Heart Attack”, garantindo aplausos mesmo de quem priorizava o gênero local.

    2022 – Pop punk catártico no Rock in Rio

    A volta ao festival marcou a estreia brasileira de “Holy Fvck”. Acompanhada apenas por instrumentistas mulheres, Demi apresentou canções com pegada pop punk que remetiam ao início de carreira, sem deixar de emocionar ao revisitar “Don’t Forget”. O público correspondeu com coro uníssono.

    2023 – The Town, participações especiais e som pesado

    Menos de um ano depois, a artista retornou com a mesma banda ao The Town, em São Paulo. O show superou o anterior em volume e recebeu Luísa Sonza para dividir “Penhasco2”. A estrutura de áudio do festival evidenciou guitarras ainda mais robustas, enquanto clássicos como “La La Land” ganharam roupagem ainda mais vigorosa.

    2026 – O que esperar da “It’s Not That Deep Tour”

    O roteiro que chega ao Rock in Rio apresenta composições inéditas que trocam o peso de “Holy Fvck” por linhas melódicas mais claras, mantendo letras confessionais. Segundo a própria cantora, a ideia é “respirar” depois de um ciclo intenso e mostrar versatilidade sem renegociar autenticidade.

    Se o histórico servir de indicador, a apresentação deve unir faixas frescas com sucessos de diferentes eras, algo que o fã brasileiro aprendeu a esperar — e a exigir — desde aquela primeira noite ao lado dos Jonas Brothers. Resta aguardar se novos convidados ou surpresas visuais irão amplificar a já tradicional histeria que acompanha cada visita de Demi Lovato ao país.

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.