Desaparecimento de menino de 6 anos em rio mobiliza quatro equipes; homem de 59 anos também some na mesma região

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    As autoridades de Santa Catarina enfrentam uma operação dupla de resgate desde que, na segunda-feira (17), um menino de seis anos desapareceu após ser arrastado pela correnteza do Rio Cubatão, em Santo Amaro da Imperatriz, na Grande Florianópolis. No dia seguinte, câmeras de segurança flagraram Odir Coelho, 59 anos, atravessando a ponte sobre o mesmo curso d’água e ele também não foi mais visto, ampliando a tensão na comunidade.

    Com duas vidas em risco, o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) estendeu o raio de varredura para cinco quilômetros e deslocou quatro equipes especializadas que se revezam em ações terrestres, aquáticas e aéreas. Os trabalhos seguem um protocolo de buscas contínuas que só é interrompido ao anoitecer, quando a baixa visibilidade compromete a segurança dos socorristas.

    Como a criança desapareceu

    O acidente envolvendo o menino ocorreu por volta do meio-dia de segunda-feira. Segundo o comandante da operação, tenente-coronel Richard Stüp, a criança brincava às margens do rio com um primo quando um filhote de cachorro entrou na água. “Ele tentou resgatar o animal e acabou levado pela força da correnteza. O parente não conseguiu segurá-lo”, relatou o oficial ainda no primeiro dia de buscas.

    Logo após o chamado de emergência, bombeiros militares e comunitários iniciaram um levantamento aéreo com drone para mapear possíveis pontos de retenção — galhadas, pedras e curvas do leito. Em seguida, mergulhadores percorreram as margens em busca de indícios, enquanto uma embarcação fazia o reconhecimento do meio do canal.

    Primeiras 24 horas de procura

    • Sobrevoos com drones em baixa altitude identificaram trechos críticos de difícil acesso por terra.
    • Equipes de mergulho realizaram incursões de varredura em raios de 50 metros a partir do ponto onde a criança submergiu.
    • Uma lancha de alumínio equipada com sonar de baixa frequência varreu o leito principal, mas sem registros significativos.

    Sumiço do homem reforça a urgência

    Na noite de terça-feira (18), imagens de videomonitoramento de um comércio local mostraram Odir Coelho atravessando a ponte sobre o Rio Cubatão, aproximadamente no mesmo horário em que o sistema de buscas era interrompido. Testemunhas confirmaram que ele não chegou ao outro lado da via. A corporação passou a tratar o caso como segundo desaparecimento independente, embora a proximidade geográfica indique relação com o ambiente do rio.

    Com a nova ocorrência, o CBMSC decidiu unificar as frentes de trabalho e ampliar o mapa operacional. A estratégia evita a sobreposição de esforços e melhora a cobertura de terreno, uma vez que a correnteza pode deslocar qualquer vítima por vários quilômetros em poucas horas, conforme avaliação preliminar dos bombeiros.

    Pontos-chave da ampliação

    1. Expansão da área de busca para 5 km a jusante, considerando o fluxo natural da água.
    2. Divisão de equipes em quadrantes, cada qual responsável por intervalos de 1,2 km.
    3. Integração de um helicóptero com câmera térmica para inspeção das margens em horário de pico solar.
    4. Coordenação com moradores ribeirinhos para relato de qualquer objeto à deriva.

    Metodologia empregada pelos bombeiros

    Para garantir rastreamento eficiente, o comando utiliza a Doutrina de Busca Terrestre e Aquática (DBTA) adotada pelo CBMSC. Na frente terrestre, homens caminham em formações de linha, mantendo distância de visibilidade uns dos outros para cobrir o máximo de solo. No componente aquático, mergulhadores adotam o padrão “zig-zag” com cabos de segurança, permitindo a varredura em áreas de baixa luminosidade submersa. O patrulhamento aéreo, por sua vez, usa rota previamente programada em coordenadas GPS, sobrevoando 150 metros acima do leito.

    Além do aparato, o fator tempo é considerado decisivo. Estatísticas internas apontam que as primeiras 72 horas concentram maiores chances de localização com vida. Por isso, o comando montou escala de plantão duplicada para que as equipes se mantenham em prontidão desde o amanhecer.

    Desafios do terreno

    O Rio Cubatão é classificado como de grau médio de dificuldade para resgate, segundo parâmetros do próprio CBMSC. O leito possui trechos rasos alternados com poços profundos, vegetação densa nas margens e correnteza variável devido às chuvas ocasionais na Serra do Tabuleiro. Esses fatores demandam constante adaptação de táticas e rotas de patrulha.

    Paralisação noturna e retomada ao amanhecer

    Por volta das 18h de terça-feira, o comando encerrou as buscas para preservar a integridade dos socorristas, retomando às 6h desta quarta-feira (19). Durante a pausa, equipamentos são revisados e dados de GPS, cruzados, garantindo que nenhum trecho seja revisitado desnecessariamente ou, pior, fique sem inspeção.

    Em nota, o CBMSC reforçou que parentes das vítimas recebem apoio psicológico e informações em tempo real sobre o andamento das operações, a partir de um ponto de comando montado próximo à ponte onde a criança e o homem foram vistos pela última vez.

    Próximos passos

    Se não houver localização nas próximas 48 horas, o plano prevê a chegada de cães farejadores treinados em resgate hídrico, além de possível reforço de efetivo de batalhões vizinhos. Segundo o protocolo estadual, somente após sete dias sem resultados é que as buscas podem ser redimensionadas, mas a decisão depende da avaliação diária de campo.

    Enquanto não surgem pistas concretas, voluntários da comunidade mantêm vigília às margens e compartilham atualizações em grupos de mensagens, orientados a não adentrar no rio para evitar novos incidentes. O CBMSC lembra que qualquer vestígio deve ser reportado diretamente ao telefone 193.

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.