A Justiça do Distrito Federal ordenou que a Confederação Brasileira de Desportos para Deficientes Intelectuais (CBDI) efetive, em até 24 horas, a inscrição da nadadora brasiliense Priscila Pontual Lobato da Cruz, 15 anos, no Mundial de Natação para Pessoas com Síndrome de Down, marcado para Albufeira, Portugal, de 30 de outubro a 7 de novembro deste ano.
A decisão, assinada na última sexta-feira (10/7) pela juíza substituta Ana Beatriz Brusco, prevê multa diária de R$ 1 mil caso a entidade descumpra a determinação. O prazo final para registro de atletas no torneio encerra-se em 15 de junho.
Família assume custos, mas precisa de aval oficial
Líder do ranking nacional em quatro provas e campeã brasileira nos 50 m, 100 m e 200 m livre, além dos 50 m borboleta, Priscila corria o risco de ficar fora da competição porque a CBDI retirou o evento do calendário alegando falta de recursos. Mesmo oferecendo-se para arcar integralmente com as despesas da viagem, a família depende da inscrição formal da confederação, exigência do regulamento do campeonato.
“Paguei 50% da reserva para garantir a vaga da minha filha”, relatou o pai e representante legal da atleta, Rodrigo Pontual da Cruz, que tentou contato repetidas vezes com a CBDI. A única resposta obtida, via WhatsApp, indicou que o assunto estava com o setor jurídico da entidade.
Tempo de prova e expectativa de medalha
No principal resultado recente, a jovem registrou 59s92 nos 50 m borboleta, marca 12 segundos melhor que o tempo da campeã júnior do último Mundial, que completou a distância em 1min12s44. Ela treina no Centro Olímpico da Universidade de Brasília (UnB) pelo Projeto Naurú.
Imagem: Internet
Posicionamento da confederação
Procurada, a CBDI informou que ainda não definiu a seleção de atletas para o mundial e que apresentou um projeto de financiamento ao Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). Segundo a entidade, os pedidos de recurso estão em análise, mas “historicamente, apesar das dificuldades financeiras, o Brasil participa de todos os mundiais para atletas com síndrome de Down”.
Com informações de Metrópoles
