O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu, em transmissão ao vivo no YouTube nesta quarta-feira, 8 de julho de 2026, a criação de uma zona de livre comércio entre Brasil e Estados Unidos. Ao anunciar a proposta, o parlamentar declarou que pretende levar a ideia ao governo norte-americano “por meio de equipe técnica” caso vença a próxima eleição.
Durante a live, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro citou o antigo acordo norte-americano de livre comércio, o Nafta, hoje rebatizado de USMCA, e sugeriu a inclusão brasileira. “Podemos tirar o ‘N’ e adotar um Acordo de Livre Comércio das Américas, porque as economias de Brasil e EUA se complementam”, afirmou.
Críticas à política externa do Planalto
O senador acusou o governo Luiz Inácio Lula da Silva de “colocar ideologia acima dos interesses do povo brasileiro” e, segundo ele, “atacar os Estados Unidos enquanto bajula a China”. Flávio Bolsonaro também disse que viajou a Washington para “proteger o Brasil das tarifas e do Lula”.
Participação no USTR
Na terça-feira, 7, o parlamentar participou de audiência no Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) que discutiu a possibilidade de novas sobretaxas a produtos brasileiros. Nos cinco minutos reservados à sua fala, relatou ter entregue um dossiê de 86 páginas argumentando que eventual aumento de tarifas ocorreria em “momento inoportuno” devido à proximidade da eleição presidencial.
Na mesma exposição, listou escândalos de corrupção como o mensalão, mencionou suposto esquema envolvendo um dos filhos de Lula e o Banco Master, além de enaltecer o Pix, atribuindo a ferramenta ao governo Bolsonaro.
Imagem: Reprodução
Ao encerrar a transmissão, Flávio Bolsonaro reforçou que pretende manter o diálogo com autoridades norte-americanas para avançar na proposta de livre comércio e atrair investimentos dos Estados Unidos ao país.
Com informações de O Globo
