O presidente colombiano, Gustavo Petro, afirmou que não reconhecerá a vitória do advogado direitista Abelardo de la Espriella, vencedor da eleição presidencial e com posse marcada para 7 de agosto. Petro declarou que apenas aceitaria como sucessor o filósofo Iván Cepeda, a quem apoiou na disputa.
Em pronunciamento, Petro anunciou uma grande manifestação para 20 de julho, data em que pretende contestar publicamente o resultado das urnas. Ele alegou fraude na apuração, apesar de observadores nacionais e internacionais — entre eles representantes da União Europeia — terem atestado a regularidade do pleito.
Questionamento sobre nacionalidade
Outra argumentação apresentada por Petro é a suposta inelegibilidade de Abelardo de la Espriella por possuir, além da colombiana, as cidadanias italiana e norte-americana. Segundo o presidente, o juramento de fidelidade à Constituição dos Estados Unidos, exigido na naturalização, colocaria em risco a soberania colombiana.
O Tribunal Superior de Bogotá, contudo, já se manifestou sobre o tema e concluiu que a aquisição de outra nacionalidade não implica perda da cidadania colombiana nem gera inelegibilidade automática para cargos públicos.
Reação do presidente eleito
Diante das declarações, Abelardo de la Espriella suspendeu o processo de transição de governo e divulgou vídeo nas redes sociais convocando as Forças Armadas a “proteger a Constituição e a democracia” e a desobedecer a eventuais ordens de Petro que contrariem esse objetivo. O presidente eleito acusou Petro e Cepeda de colocarem em prática um “Plano B” para permanecer no poder.
Imagem: Internet
Até o momento, não há registro de adesão das Forças Armadas à convocação de nenhum dos lados. A posse presidencial segue oficialmente marcada para 7 de agosto.
Com informações de Metrópoles
