Levantamento da consultoria Meio/Ideia, divulgado nesta quarta-feira (07), revela que 15,4% dos brasileiros apontam Michelle Bolsonaro (PL) como a mulher com mais poder no país. O estudo ouviu 1.500 pessoas entre 3 e 6 de julho em todo o território nacional.
A pesquisa foi feita por meio de pergunta espontânea: “Quem é a mulher que tem mais poder hoje no Brasil?”. Nenhum nome foi sugerido previamente aos entrevistados.
Principais menções
Após Michelle, a atual primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, foi citada por 9% dos participantes. Em seguida aparecem:
• Cármen Lúcia, ministra do Supremo Tribunal Federal – 4,5%
• Dilma Rousseff, ex-presidente da República – 2,5%
• Simone Tebet, ex-ministra do Planejamento e Orçamento – 2%
• Erika Hilton, deputada federal – 1,7%
• Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente – 1,5%
• Anitta, cantora e empresária – 1,5%
• Virgínia Fonseca, influenciadora digital – 1,5%
• Tarciana Medeiros, presidente do Banco do Brasil – 1,2%
Outros nomes somaram 10,4%. Ainda, 5,5% responderam “nenhuma” e 43,5% não souberam opinar.
Conflito familiar em destaque
A menção à ex-primeira-dama ocorre em meio a um desentendimento público com o senador Flávio Bolsonaro (PL), seu enteado. Em vídeo divulgado nas redes sociais no mês passado, Michelle acusou o pré-candidato ao Planalto de desrespeitá-la em discussões internas da campanha.
Imagem: Evaristo Sá
Segundo o levantamento, 64% dos entrevistados consideram as declarações de Michelle verdadeiras (29% totalmente verdadeiras e 35% mais verdadeiras que falsas). Para 29%, as falas são mais falsas que verdadeiras; 0,3% classificaram-nas como totalmente falsas; e 6,6% não souberam responder.
Efeito do vídeo na confiança
O estudo também investigou o impacto do episódio na imagem da ex-primeira-dama. Para 44,4%, o vídeo não alterou o nível de confiança em Michelle. Já 23,4% afirmaram que a gravação aumentou a confiança, enquanto 17,3% relataram diminuição. Outros 14,9% não souberam opinar.
A pesquisa possui margem de erro de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-05628/2026.
Com informações de O Globo
