Juíza norte-americana prorroga prazo e AGU sofre revés em ação da Rumble e Trump Media contra Moraes

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    A Advocacia-Geral da União (AGU) enfrentou a primeira derrota na disputa judicial aberta pela Rumble e pela Trump Media, empresa do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, contra o ministro Alexandre de Moraes em tribunal norte-americano. A juíza Mary Scriven, da Corte Federal da Flórida, decidiu na terça-feira (7/7) conceder mais sete dias para que as companhias se manifestem sobre o pedido brasileiro de extinção do processo.

    Até então, o prazo para a apresentação da resposta vencia no próprio dia 7. Ao solicitar a prorrogação, Rumble e Trump Media alegaram necessidade de tempo adicional; a AGU contestou, afirmando que as empresas buscavam criar “urgência artificial” e que já dispunham de período suficiente para protocolar a defesa.

    Nos autos, os representantes do governo brasileiro reforçaram a oposição ao adiamento citando entrevista do advogado das plataformas, Martin De Luca, publicada em reportagem recente. Segundo a AGU, se a defesa teve disponibilidade para falar à imprensa, também poderia concluir a peça processual solicitada. “Essa tentativa de manobra processual não deve ser recompensada”, escreveu o órgão.

    Apesar da contestação, a magistrada determinou novo prazo: até 14 de julho, Rumble e Trump Media deverão apresentar suas argumentações contra o pedido de extinção.

    Origem da disputa

    A Rumble, serviço de vídeos popular entre conservadores nos EUA, foi suspensa em todo o território brasileiro por decisão de Alexandre de Moraes, em fevereiro de 2025. O ministro do Supremo Tribunal Federal considerou que usuários bolsonaristas utilizavam a plataforma para espalhar notícias falsas e atacar instituições democráticas, enfatizando que empresas que operam no Brasil devem obedecer à legislação nacional.

    No processo em solo norte-americano, Rumble e Trump Media afirmam que Moraes ordenou de forma ilegal o bloqueio de perfis de pessoas residentes nos Estados Unidos hospedados em plataformas sediadas no país. As companhias também acusam o ministro de censurar discursos políticos de usuários alinhados à direita, entre eles o influenciador Allan dos Santos.

    Com a decisão desta semana, o embate judicial segue nos Estados Unidos, onde o tribunal avaliará se acolhe ou rejeita o pedido brasileiro para arquivar o caso.

    Com informações de Metrópoles

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.