O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou, na manhã desta terça-feira (8), uma reunião no Palácio da Alvorada, em Brasília, para avaliar o andamento da sua pré-campanha à Presidência e traçar os próximos passos do partido nas eleições de outubro.
Foi o primeiro encontro do núcleo político após o início do “defeso eleitoral” — período de três meses que antecede o primeiro turno e impõe restrições a agentes públicos. Participaram integrantes dos principais segmentos da pré-campanha, entre eles juventude, mulheres, comunicação, comitês populares e elaboração do programa de governo.
Foco em redes e balanço digital
Durante a reunião, coordenadores apresentaram resultados das ações virtuais, como os grupos “PT Pode Espalhar” e “Porta-Vozes do Lula”, criados para fazer frente ao bolsonarismo nas redes sociais.
Pressão por palanques estaduais
O presidente do PT e coordenador-geral da pré-campanha, Edinho Silva, enfatizou a necessidade de fechar alianças em dois estados onde o partido ainda não tem palanque consolidado: Minas Gerais e Goiás. A orientação interna é solucionar a questão em, no máximo, dez dias, antes do início das convenções partidárias.
Minas Gerais: prioridade máxima
Segundo maior colégio eleitoral do país — historicamente decisivo em eleições presidenciais —, Minas Gerais é motivo de maior preocupação. Ao fim de junho, Lula autorizou o PT estadual a lançar candidatura própria após a desistência do senador Rodrigo Pacheco (PSB), seu plano A.
A ex-prefeita de Contagem Marília Campos, considerada favorita, rejeitou o convite e manteve a intenção de disputar o Senado, surpresa que pegou a direção nacional de surpresa. Agora, o PT mineiro pretende encomendar pesquisas para medir a força de possíveis candidatos; os deputados federais Reginaldo Lopes e Rogério Correia são citados como opções. A palavra final caberá ao próprio Lula, que pode conversar individualmente com os nomes cotados.
Imagem: Cristiano Mariz
Nesta terça, a presidente estadual do PT, Leninha, conduziu reunião virtual com as bancadas federal e estadual para buscar consenso, mas o impasse permaneceu.
Goiás segue indefinido
No Centro-Oeste, a legenda também não definiu seu representante. Parte do partido defende a deputada federal Delegada Adriana Accorsi (PT), mas ela sinaliza preferência por buscar a reeleição.
Com Minas e Goiás em aberto, dirigentes avaliam que a consolidação dos palanques estaduais é etapa crucial para a fase seguinte da campanha, que deve ganhar ritmo após as convenções.
Com informações de O Globo
