Milhares de iranianos se reuniram na manhã deste sábado, 4 de julho, na Grande Mosalla, em Teerã, para o primeiro dia das homenagens fúnebres ao ex-líder supremo Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro durante ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel.
Entre cartazes com a foto do aiatolá e bandeiras xiitas vermelhas com a palavra “mártir”, a multidão entoou slogans contrários a Washington e clamou por vingança. Muitos participantes vestiam roupas pretas em sinal de luto; as mulheres usavam o tradicional tchador.
O estudante Roozbeh Najafi comparou a dor pela perda do líder à morte da própria mãe e apontou Israel como responsável direto. Outro participante, Mohsen Maasoumeh, culpou os Estados Unidos, dizendo que Tel Aviv age “sob as ordens de Washington” e depende de apoio militar norte-americano.
A cerimônia deve durar seis dias e pode tornar-se a maior já realizada no Irã. O caixão permanecerá exposto na Grande Mosalla até segunda-feira, 6 de julho, quando começará uma procissão pelas ruas da capital. Em seguida, o corpo passará por várias cidades do Irã e do Iraque, antes do sepultamento previsto para 9 de julho em Mashhad, cidade natal do aiatolá.
Mojtaba Khamenei, filho apontado como possível sucessor e ferido no mesmo ataque que matou o pai, ainda não teve presença confirmada nas exéquias; ele tem se manifestado apenas por mensagens escritas. Ao lado do caixão, também estão os corpos de familiares da vítima, incluindo uma filha, um genro, uma nora e uma neta de 14 meses.
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Na sexta-feira, 3 de julho, autoridades iranianas e delegações estrangeiras prestaram a última homenagem a Khamenei, que comandou o país por mais de três décadas e morreu aos 86 anos. O chefe da Guarda Revolucionária, Ahmad Vahidi, nomeado em março, reapareceu em público durante as cerimônias.
Imagens de Ali Khamenei com o punho erguido, símbolo de resistência ao Ocidente, dominam todo o complexo onde ocorrem as despedidas.
Com informações de Metrópoles
