O pré-candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, oficializou na quarta-feira (3) o tenente-coronel da reserva Aroldo Medina, filiado à mesma legenda, como companheiro de chapa. O anúncio ocorreu durante encontro partidário em Caxias do Sul (RS).
Com a decisão, três presidenciáveis já definiram quem ocupará a vaga de vice em 2026. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) repetirá a parceria com Geraldo Alckmin (PSB) e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) escolheu o presidente de seu partido, Gilberto Kassab.
Perfil do novo vice na chapa do Missão
Medina, que se apresenta como policial militar e jornalista desde 1987, já disputou cargos de prefeito de Canoas, governador do Rio Grande do Sul, deputado estadual e vereador em Porto Alegre, ficando como suplente nas eleições de 2014, 2018 e 2024. Em maio, havia sido lançado como pré-candidato ao Senado pelo Missão, com foco em segurança pública, combate à corrupção e crime organizado.
Situação nas pesquisas
Levantamento Datafolha de 20 de junho mostra Lula na liderança com 41% das intenções de voto, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que aparece com 31%. Renan Santos e Ronaldo Caiado registram 3% cada. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Estrategistas e alianças
Fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos pretende compensar a falta de tempo na propaganda gratuita de rádio e TV com forte presença nas redes sociais, além de participar de debates e sabatinas. Ele declara inspiração no presidente argentino Javier Milei, pela agenda de austeridade, e no salvadorenho Nayib Bukele, pelo enfrentamento a facções criminosas.
Imagem: Reprodução
No PSD, Caiado encerrou semanas de negociações internas ao optar por Kassab, formando uma chapa “puro-sangue”. A sigla buscava ampliar tempo de TV por meio de alianças, mas resistências de outras legendas e a recente filiação de Caiado ao partido pesaram na escolha.
Já Lula confirmou Alckmin no final de março. O PT chegou a avaliar a entrada do MDB na vice, transferindo o atual vice para a disputa ao Senado por São Paulo, mas a ideia enfrentou objeções no PSB e do próprio Alckmin.
Com informações de O Globo
