Rio de Janeiro — O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar será transferido de Bangu 8 para um presídio federal depois de receber novo mandado de prisão na manhã desta quinta-feira (2/7), durante mais uma etapa da Operação Unha e Carne da Polícia Federal (PF).
A PF afirma que a fase deflagrada hoje aprofunda a investigação sobre lavagem de dinheiro ligada à Máfia do Cigarro e ao vazamento de informações sigilosas para o Comando Vermelho. A corporação classifica Bacellar como “criminoso de alta periculosidade”, o que motivou a mudança de unidade prisional. O destino final não foi divulgado.
Outros alvos
Além de Bacellar, houve mandados contra o contraventor Adilsinho e o pastor Márcio Poncio. Poncio foi preso na Barra da Tijuca, zona oeste da capital fluminense. Adilsinho já estava custodiado.
Os agentes cumprem, ainda, 14 ordens de busca e apreensão expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em endereços no Rio de Janeiro e em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Moraes também determinou o sequestro de bens e valores que podem chegar a R$ 22 milhões.
Histórico do ex-deputado
Rodrigo Bacellar foi preso pela primeira vez em dezembro de 2025. À época, ganhou liberdade mediante medidas cautelares concedidas pela própria Alerj, mas retornou à cadeia em março deste ano por decisão do STF, após ter o mandato cassado. Desde então, permanecia em Bangu 8, na zona oeste do Rio.
Imagem: Internet
Nesta quinta-feira, ele foi levado à Superintendência da PF no Rio de Janeiro, onde aguardará a transferência para o sistema penitenciário federal.
Com informações de Metrópoles
