EUA sancionam brasileiros por lavagem de dinheiro para o PCC; governo reage

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    O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou sanções contra cidadãos e empresas brasileiras acusados de lavar dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC) a partir de território norte-americano. A medida foi divulgada na terça-feira (23/4) e atinge pessoas físicas e jurídicas envolvidas em transações financeiras consideradas estratégicas para a facção.

    Por que as sanções foram aplicadas

    Segundo Washington, o PCC já havia sido classificado pelo governo dos EUA como organização terrorista e, agora, é apontado como “a maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental”. O Tesouro norte-americano determinou o bloqueio de bens sob jurisdição dos Estados Unidos e proibiu cidadãos e empresas do país de negociar com os alvos.

    O órgão norte-americano também advertiu que qualquer pessoa ou companhia que “conscientemente conduza ou facilite transação significativa” para os sancionados ficará sujeita a punições semelhantes.

    Reação do governo brasileiro

    Em nota divulgada por uma secretaria vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Executivo classificou a medida como “unilateral” e expressou preocupação de que ações ainda mais severas sejam adotadas “à margem dos mecanismos ordinários de cooperação internacional”. A pasta afirmou que a decisão já era esperada após a inclusão de facções brasileiras na lista de grupos terroristas dos EUA.

    O ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou publicamente a iniciativa. Em entrevista à TV Record, declarou que “quem tem que cuidar da segurança pública no Brasil são os brasileiros” e defendeu que Polícia Federal, Coaf e Receita Federal conduzam o combate ao crime organizado. Durigan também questionou eventuais efeitos sobre empresas legais: “E se, a pretexto de combater o PCC, atingirem uma empresa legal? O cidadão não sabe como recorrer”.

    Empresas alvo e valores envolvidos

    Entre os alvos da ação norte-americana está a Victory Trading. De acordo com levantamento do portal Metrópoles, a companhia recebeu R$ 514 milhões da rede de lavagem capitaneada por Tiago Brennand, conhecido como “Careca do INSS”. O inquérito sobre o caso segue em curso na Polícia Federal.

    As autoridades brasileiras não divulgaram, até o momento, eventual cooperação com o Tesouro dos EUA para aprofundar as investigações sobre as movimentações financeiras citadas.

    Com informações de Metrópoles

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.