Fantasma da gestão Pimentel trava definição do PT para o governo de Minas em 2026

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    A memória da administração de Fernando Pimentel (2015-2018) ainda pesa sobre o Partido dos Trabalhadores em Minas Gerais e dificulta a construção de uma candidatura própria ao Palácio Tiradentes em 2026. A avaliação parte de lideranças internas e da ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, principal nome cotado pela sigla para a disputa estadual.

    Pimentel, que não alcançou o segundo turno na tentativa de reeleição e deixou o cargo com alta reprovação, tornou-se alvo frequente de críticas do ex-governador Romeu Zema (Novo). Segundo filiados, Zema passou “oito anos jogando a culpa de tudo” nas costas do petista, estratégia que segue afetando a imagem do partido no estado.

    Receio de novo desgaste

    Após a derrota de 2018, o PT mineiro não conseguiu consolidar um nome competitivo para o Executivo. Em 2022, o mau desempenho das suas lideranças abriu espaço para uma aliança – que não se concretizou – com o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT).

    Pesquisa interna recente mostra Marília Campos com pouco mais de 20% das intenções de voto, à frente dos deputados federais Rogério Correia e Reginaldo Lopes, que aparecem com cerca de 10% cada. Mesmo assim, parte da sigla teme que qualquer chapa com a “estrela do PT” enfrente forte resistência do eleitorado.

    Frente ampla defendida

    O coordenador de pré-campanha de Marília, José Prata, afirmou em nota que, diante da experiência considerada mal-sucedida na última passagem do partido pelo governo estadual, o mais prudente é apoiar um nome de centro fora da federação PT-PV-PCdoB. Internamente, cresce a simpatia pelo presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo (MDB), favorito de Marília para receber o apoio petista.

    “É loucura o PT hoje não abraçar essa candidatura do Gabriel”, resumiu um filiado. Outros dirigentes recordam que, na eleição municipal de 2024, a legenda esteve ao lado de candidatos do PP e do PSDB, inclusive dividindo palanque com o PL, como justificativa para defender novas alianças.

    Divisão na militância

    Apesar do discurso pela frente ampla, há militantes que insistem na candidatura de Marília. Nas redes sociais, o deputado federal Miguel Ângelo, a deputada estadual Bella Gonçalves e a pré-candidata Moara Saboia manifestaram apoio à ex-prefeita. Mesmo assim, o grupo que sustenta a tese de um nome sem filiação petista acredita que essa seria a melhor forma de minimizar o antipetismo e, ao mesmo tempo, garantir um palanque sólido para a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição.

    Até que o impasse seja resolvido, a chamada “herança Pimentel” continua servindo como argumento decisivo tanto para os que defendem quanto para os que rejeitam uma candidatura do PT ao governo mineiro.

    Com informações de Metrópoles

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.