Pré-candidatos no Nordeste evitam vínculo com Flávio Bolsonaro para enfrentar aliados de Lula

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    Pré-candidatos aos governos estaduais do Nordeste que disputam contra nomes apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva têm adotado uma estratégia comum: manter distância do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Palácio do Planalto. A postura busca reduzir a nacionalização da campanha e neutralizar a tradicional polarização entre PT e bolsonarismo na região.

    Ceará

    No estado, o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) lidera a pesquisa Ipsos-Ipec de junho com 44% das intenções de voto, seguido pelo governador Elmano de Freitas (PT), que tem 33% e tenta a reeleição. Apesar de negociações do diretório local do PL para ocupar uma vaga ao Senado na chapa do tucano, Ciro descarta apoiar Flávio. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro reagiu à possível aliança relembrando críticas de Ciro ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em 2022, Lula alcançou 69,97% dos votos no segundo turno no Ceará.

    Bahia

    O ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) também resiste a dividir palanque com Flávio, mesmo tendo um integrante do PL rumo ao Senado em sua coligação. Neto intensifica críticas ao governador Jerônimo Rodrigues (PT), especialmente nas áreas de segurança pública e economia. Pesquisa Genial/Quaest de abril mostra empate técnico: 41% para ACM Neto e 37% para Jerônimo, margem de erro de três pontos percentuais.

    Pernambuco

    A governadora Raquel Lyra (PSD) aliou-se nacionalmente a Lula, mas viu o presidente declarar apoio ao adversário João Campos (PSB). Lyra, que trocou o PSDB pelo PSD para se aproximar do Planalto, concentra a campanha em temas locais, como saúde e segurança pública, e busca a neutralidade de Lula no primeiro turno. Pesquisa Datafolha de maio aponta a governadora com 48%, contra 43% de Campos.

    Maranhão

    No Maranhão, o ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) lidera a Genial/Quaest de março com 39% das intenções de voto. Braide afirma não ver benefício eleitoral em se associar nem a Lula, nem a Flávio, e prioriza propostas de infraestrutura, saúde e educação.

    Desafio para Flávio

    Sem palanque confirmado em cinco dos nove estados nordestinos, a campanha de Flávio Bolsonaro enfrenta dificuldade para se firmar na região, onde especialistas apontam alta capacidade de transferência de votos de Lula. Segundo analistas ouvidos, o eleitorado tem separado cada vez mais o voto para presidente do voto para governador, abrindo espaço para campanhas regionalizadas e lideranças independentes.

    Com informações de O Globo

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.