Lula mantém liderança, mas vantagem sobre Flávio Bolsonaro é menor que em 2022, indicam principais pesquisas

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    Um mês antes da votação para a Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua na dianteira, mas a diferença para Flávio Bolsonaro (PL) é mais apertada do que a registrada no mesmo período da última disputa. Nas sondagens divulgadas na virada de agosto para setembro, o petista aparece com até 39% das intenções de voto, enquanto o adversário oscila entre 30% e 33%.

    Na eleição de 2022, quando o embate era entre Lula e o então presidente Jair Bolsonaro, o petista marcava de 42% a 45% um mês antes do primeiro turno, contra 32% a 34% do candidato do PL. Ou seja, a distância que já chegou a 13 pontos percentuais caiu para, no máximo, nove pontos em 2026.

    Distância entre os líderes encolhe

    Os três principais institutos que divulgam pesquisas nacionais analisadas neste levantamento — Genial/Quaest, Datafolha e BTG/Nexus — convergem em dois pontos: Lula segue líder e Flávio Bolsonaro consolidou o papel de principal opositor. No entanto, todos captam um movimento de redução da folga do presidente, fenômeno que, se comparado a 2022, demonstra cenário mais competitivo.

    Retrato de 2026

    • Genial/Quaest – 2 de setembro: Lula 37%, Flávio 30%, Augusto Cury (Avante) 10%, Renan Santos (Missão) 3%.
    • Datafolha – 3 de setembro: Lula 38%, Flávio 33%, Cury 8%, Ronaldo Caiado (PSD) 4%.
    • BTG/Nexus – 31 de agosto: Lula 39%, Flávio 33%, Cury 11%, Caiado 5%.

    Retrato de 2022

    • Genial/Quaest – 7 de setembro: Lula 44%, Jair Bolsonaro 34%, Ciro Gomes 7%, Simone Tebet 4%.
    • Datafolha – 1º de setembro: Lula 45%, Jair 32%, Ciro 9%, Tebet 5%.
    • BTG/FSB – 5 de setembro: Lula 42%, Jair 34%, Ciro 8%, Tebet 6%.

    Instituto por instituto: o que mudou em quatro anos

    Genial/Quaest

    Em 2022, a Quaest registrava vantagem de 10 pontos para Lula (44% a 34%). Agora, o placar é 37% a 30%, recuo para sete pontos. O ex-ministro Ciro Gomes e Simone Tebet, que somavam 11% naquele momento, dão lugar a Augusto Cury, que surge com dois dígitos (10%).

    Datafolha

    Para o Datafolha, a diferença caiu de 13 para cinco pontos. Há quatro anos, Lula tinha 45% e Jair Bolsonaro, 32%. Hoje, o instituto vê 38% para o petista e 33% para Flávio. Outro destaque é a redução do espaço da chamada “terceira via”: a soma de Ciro e Tebet era de 14%; em 2026, Cury e Caiado atingem 12%.

    BTG/Nexus

    O BTG, que na época trabalhava em parceria com a FSB, apontava Lula 42% e Jair 34% — diferença de oito pontos. Na série atual, produzida já pela Nexus, o placar cai para seis: 39% contra 33%. Também aqui, o nome de Augusto Cury assume o posto de alternativa ao dueto PT–PL, alcançando 11%.

    Quem ocupa o espaço da terceira via

    Em 2022, Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) disputavam o terceiro lugar, mas não ultrapassaram a barreira de um dígito nas urnas. Quatro anos depois, o escritor Augusto Cury se beneficia da ausência de candidaturas tradicionais e, nas três pesquisas analisadas, registra de 8% a 11%.

    Lula mantém liderança, mas vantagem sobre Flávio Bolsonaro é menor que em 2022, indicam principais pesquisas - Imagem do artigo original

    Imagem: Internet

    O desempenho, embora superior ao obtido por Ciro e Tebet um mês antes da eleição passada, ainda está distante do patamar necessário para ameaçar uma vaga no segundo turno. Outros nomes citados, como Ronaldo Caiado e Renan Santos, aparecem com no máximo 5%.

    Recorde do primeiro turno de 2022

    O histórico recente ajuda a contextualizar os números atuais. Em 2 de outubro de 2022, Lula terminou o primeiro turno com 48,43% (57,2 milhões de votos). Jair Bolsonaro obteve 43,20% (51,07 milhões). Simone Tebet ficou em 4,16% e Ciro Gomes, em 3,04%. Os demais concorrentes somaram menos de 1%.

    Dos 156,4 milhões de eleitores aptos, 79% compareceram às urnas. Houve 3,4 milhões de votos nulos e 1,9 milhão em branco. No segundo turno, realizado no fim de outubro, Lula venceu com 50,9% contra 49,1% de Bolsonaro.

    O que esperar das próximas sondagens

    Faltando quatro semanas para o pleito de 2026, os institutos ainda devem divulgar diversas rodadas de pesquisas. A disputa mais apertada, somada à presença de um candidato de oposição que herda parte do capital político do ex-presidente Jair Bolsonaro, sinaliza campanha intensa na reta final. A evolução das intenções de voto poderá ser acompanhada na seção de pesquisas eleitorais.

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.