O dólar comercial fechou em alta nesta quinta-feira (16/7), cotado a R$ 5,098, enquanto o Ibovespa recuou 1,24%, encerrando o pregão aos 173,8 mil pontos. O movimento foi atribuído, principalmente, à decisão dos Estados Unidos de aplicar tarifa adicional de 25% sobre diversos produtos brasileiros a partir de 22 de julho.
Medida de Washington pressiona mercado
Anunciada na noite de quarta-feira (15/7) pelo governo do presidente Donald Trump, a sobretaxa atinge milhares de itens, mas preserva segmentos relevantes da pauta exportadora nacional, como carne bovina, café, suco de laranja e componentes aeronáuticos. A notícia levou investidores a revisarem projeções para a balança comercial e para companhias mais expostas ao comércio exterior.
Repercussão nas ações
Entre os papéis mais negociados, Petrobras caiu 1,95%, refletindo correção nos preços internacionais do petróleo. Vale perdeu 2,05% e Bradesco, 2,02%. Para Marcos Bassani, especialista da Boa Brasil Capital, o anúncio americano foi o principal fator de pressão:
“Nossa bolsa cai hoje após os Estados Unidos confirmarem imposto extra de 25% sobre vários produtos que o Brasil vende para lá. Isso assusta porque empresas que exportam ou dependem do comércio com os EUA podem vender menos ou lucrar menos”, afirmou.
Bassani acrescentou que o cenário permanece incerto em razão de outros elementos, como o conflito no Oriente Médio e a indefinição sobre a trajetória dos juros nos EUA pelo Federal Reserve.
Busca por proteção fortalece dólar
No mercado de câmbio, o índice DXY, que compara o dólar a seis moedas fortes, subiu 0,20%, para 100,72 pontos. Segundo Rebecca Nossig, analista da Nomad, o avanço refletiu a procura por ativos considerados seguros diante da escalada das tensões comerciais.
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Cotação do petróleo e Wall Street
O petróleo devolveu parte dos ganhos recentes: o Brent recuou 0,85%, para US$ 84,23 o barril, e o WTI caiu 0,82%, a US$ 78,95. Nos Estados Unidos, os principais índices acionários também encerraram em queda. O S&P 500 cedeu 0,51%, o Dow Jones caiu 0,20% e o Nasdaq 100 recuou 1,62%, pressionado por realização de lucros em ações de tecnologia.
Investidores seguem atentos a possíveis respostas do governo brasileiro ao novo tarifário e a desdobramentos globais que possam afetar o humor do mercado nos próximos dias.
Com informações de Metrópoles
