PF aponta que ex-deputado Euclydes Pettersen recebeu R$ 14,7 milhões em propina em fraude contra aposentados do INSS

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    A Polícia Federal indiciou o ex-deputado federal Euclydes Marcos Pettersen Neto por suspeita de participação em um esquema que desviou descontos associativos de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo relatório final entregue na sexta-feira passada ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), Pettersen teria recebido R$ 14,7 milhões em propinas.

    O documento, resultado da Operação Sem Desconto, lista 48 indiciados por irregularidades envolvendo a Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer). A PF afirma que Pettersen atuava como o principal “fiador político” da organização criminosa, chancelando a nomeação de procuradores e diretores corrompidos para garantir a continuidade das fraudes.

    Pagamentos fracionados e lavagem de dinheiro

    De acordo com a investigação, os repasses ao ex-deputado foram feitos de forma fracionada por meio de contas bancárias de lotéricos e de empresas de fachada. A PF aponta que os valores foram posteriormente ocultados em investimentos na pecuária, em desmatamento químico de fazendas e na compra disfarçada de aeronaves.

    No esquema, os investigados se referiam a políticos beneficiados como “Heróis”, “Notáveis” ou “Amigos”. Pettersen, identificado como o “Herói E”, seria o agente político mais bem remunerado.

    Desvio de R$ 708 milhões

    O inquérito sustenta que mais de R$ 708 milhões foram desviados dos aposentados e pensionistas. Os recursos ingressavam nos cofres da Conafer e, em seguida, eram rapidamente direcionados para empresas de fachada vinculadas aos operadores financeiros do grupo. O dinheiro servia tanto ao enriquecimento ilícito dos integrantes quanto ao pagamento de propina a agentes públicos e políticos.

    Pettersen foi indiciado pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Ele já havia sido alvo de mandado de busca e apreensão em novembro do ano passado, durante fase anterior da operação.

    A PF informou que apurações sobre outros núcleos e entidades suspeitas continuam em processos separados.

    Com informações de O Globo

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.