A inflação elevada continua preocupando o mundo, mas há sinais de alívio. No World Economic Outlook Update de janeiro de 2026, o FMI projeta que a inflação global cairá de 4,1% em 2025 para 3,8% em 2026 (e 3,4% em 2027), enquanto o crescimento econômico se mantém resiliente em 3,3%.
Apesar do otimismo com investimentos em tecnologia e adaptação do setor privado, riscos como tensões geopolíticas, tarifas comerciais e expectativas inflacionárias (especialmente nos EUA) ameaçam a estabilidade.
A inflação persistente resulta de fatores combinados, como choques anteriores em energia e suprimentos, além de políticas monetárias e fiscais expansivas em alguns países. Em 2026, o FMI destaca que:
- Custos de vida continuam elevados, reduzindo o poder de compra das famílias.
- Empresas enfrentam dificuldades para manter preços estáveis e competitividade.
- Países emergentes e em desenvolvimento são os mais vulneráveis, com risco de desvalorização cambial e aumento da desigualdade.
Principais impactos globais:
- Redução do consumo e investimentos.
- Possível elevação prolongada de juros.
- Aumento da desigualdade social e instabilidades financeiras.
Se não houver coordenação, esses fatores podem levar a uma desaceleração mais acentuada.
O relatório “Global Economy: Steady amid Divergent Forces” (janeiro/2026) traz números atualizados:
- Crescimento global: 3,3% em 2026 (revisão para cima de 0,2 p.p. desde outubro/2025) e 3,2% em 2027.
- Inflação global: queda para 3,8% em 2026 (de 4,1% em 2025).
- Fatores positivos: investimentos em tecnologia (incluindo IA), suporte fiscal/monetário e adaptação do setor privado contrabalançam ventos contrários como políticas comerciais protecionistas.
Riscos destacados pelo FMI:
- Reavaliação das expectativas com tecnologia/IA (pode gerar bolhas ou inflação).
- Escalada de tensões geopolíticas.
- Retorno mais lento da inflação aos alvos nos EUA.
- Pressão sobre commodities, comércio internacional e dívida pública em emergentes.
Em economias emergentes, espera-se desaceleração em alguns casos, com aumento nos preços de energia e alimentos.
Para mitigar a inflação e estabilizar a economia, o FMI recomenda:
- Políticas fiscais rigorosas e restauração de buffers fiscais.
- Controle da oferta monetária pelos bancos centrais.
- Promoção de investimentos sustentáveis e diversificação energética (redução da dependência de fósseis e adoção de tecnologias verdes).
- Reformas estruturais para aumentar produtividade e confiança de consumidores/empresas.
- Coordenação internacional para evitar crises de dívida e instabilidades.
Papel das políticas monetárias: Bancos centrais devem ajustar juros de forma ágil para controlar inflação sem frear excessivamente o crescimento. A falta de ação pode agravar recessões regionais.
Países emergentes enfrentam os maiores desafios:
- Aumento da pobreza e custo de vida.
- Desvalorização da moeda local.
- Cortes em investimentos sociais (saúde e educação).
- Risco de ciclo vicioso de crises e protestos sociais.
O FMI enfatiza a urgência de apoio internacional e políticas eficazes para garantir crescimento sustentável.
Embora a inflação global mostre trajetória descendente em 2026, o cenário exige vigilância. O FMI alerta que a resiliência atual depende de ações coordenadas e preventivas. Formuladores de políticas devem priorizar estabilidade de preços, redução de incertezas e reformas para evitar uma economia global mais instável.
Fonte principal: World Economic Outlook Update, janeiro 2026 – FMI. Dados atualizados em 19/01/2026.
Portanto, é crucial que as organizações considerem esses aspectos ao planejar a adoção da inteligência artificial, garantindo assim um atendimento ao cliente mais eficiente e eficaz.
