Aliados de Tarcísio minimizam pesquisa ao Senado em SP, enquanto esquerda aposta em avanço de candidatas

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    A primeira sondagem do Datafolha após a confirmação das ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) na disputa pelo Senado em São Paulo apontou liderança feminina e abriu leituras distintas entre governistas e oposição. Divulgado na segunda-feira (6), o levantamento mostra Marina com 18% das intenções de voto e Tebet com 16%.

    Na sequência aparecem o deputado federal Ricardo Salles (Novo), 13%; o presidente da Assembleia Legislativa, André do Prado (PL), 11%; o ex-secretário estadual de Segurança Pública Guilherme Derrite (PP), 10%; e o deputado Paulinho da Força (Solidariedade), 8%. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

    Direita fala em “efeito campanha”

    Para o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, o desempenho modesto de Prado e Derrite tende a mudar quando o horário eleitoral começar. “André e Derrite vão chegar na frente; as candidatas do PT só vão estar bem até começar as eleições”, afirmou.

    No entorno do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), a pesquisa é classificada como “menos importante neste momento”, pois a campanha “não está nas ruas”. Aliados apostam que a popularidade de Tarcísio — o Datafolha indica 52% dos votos válidos para o governador em eventual reeleição — impulsionará os dois pré-candidatos alinhados a ele.

    Ricardo Salles, apoiado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), disse ao GLOBO que pretende concentrar fogo em Prado para consolidar espaço: “São Paulo não quer oportunistas de fora, nem ladrões daqui mesmo”, declarou. Prado não é investigado na Justiça.

    Esquerda vê espaço para crescer

    Bazileu Margarido, coordenador da pré-campanha de Marina, avaliou como “muito positivos” os números que colocam duas mulheres da frente ampla na dianteira. A estratégia inclui percorrer o interior paulista, destacar a agenda de desenvolvimento sustentável e participar de agendas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Mesmo entre aliados, há cautela. Tebet lembrou que a disputa por duas vagas costuma ser imprevisível: “O segundo voto vai ser decisivo”, disse ao SBT News na terça-feira (7).

    Derrite questiona posição

    O presidente estadual do PP, deputado Maurício Neves, contestou o resultado que coloca Derrite em quinto lugar. Segundo ele, pesquisas internas mostram o ex-secretário na liderança e, na sondagem espontânea do próprio Datafolha, Derrite aparece empatado com Tebet, ambos com 3%.

    Nessa modalidade, Marina e a opção “um candidato do PT” registram 2% cada; Salles e Prado, 1% cada; e 81% dos entrevistados dizem não saber em quem votar.

    Paulinho da Força mantém pré-candidatura

    Com 8% na pesquisa estimulada, Paulinho da Força afirmou não cogitar desistir antes da convenção do Solidariedade, marcada para 25 de julho. “Estou firme na disputa e os meus votos vão migrar para mim mesmo”, declarou o deputado, que se aproximou da direita ao relatar o projeto que define penas para condenados por tentativa de golpe de Estado, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

    O cenário fragmentado à direita, com três pré-candidatos, contrasta com a frente de Lula, que exibe apenas dois nomes para as duas cadeiras disponíveis. Analistas internos divergem sobre o impacto dessa divisão até o início oficial da campanha.

    Com informações de O Globo

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.