Vice de Eduardo Leite tenta manter PSD no Palácio Piratini em disputa marcada por polarização

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    A sucessão ao governo do Rio Grande do Sul entra em fase decisiva com o vice-governador Gabriel Souza (MDB) tentando prolongar a gestão de Eduardo Leite (PSD) num cenário de forte polarização entre esquerda e direita.

    Quem são os principais candidatos

    Além de Souza, que conta com o apoio direto de Leite, estão na disputa:

    • Luciano Zucco (PL) – deputado federal respaldado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL);
    • Juliana Brizola (PDT) – ex-deputada estadual escolhida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para liderar a frente de esquerda;
    • Marcelo Maranata (PSDB) – ex-prefeito de Guaíba, que encabeça chapa tucana.

    Desvantagem nas pesquisas

    Levantamento Genial/Quaest realizado em abril mostrou Brizola com 24% das intenções de voto e Zucco com 21%, enquanto Souza aparecia com 6%. O mesmo estudo indicou que 68% dos eleitores ainda podem mudar de escolha e apenas 39% consideram que Leite deveria fazer o sucessor.

    Estratégias e alianças

    Souza, que esperava assumir o governo em abril quando Leite buscava ser candidato à Presidência pelo PSD, argumenta que a permanência do governador no cargo não prejudicou sua pré-campanha. Ele tem como vice o deputado estadual Ernani Polo (PSD) e apresenta para o Senado o ex-governador Germano Rigotto (MDB) e o líder do governo na Assembleia, Frederico Antunes (PSD).

    Zucco lançou a candidatura em abril ao lado de Flávio Bolsonaro. A chapa traz a deputada estadual Silvana Covatti (PP) para vice e, na disputa ao Senado, os deputados federais Marcel Van Hattem (Novo) e Ubiratan Sanderson (PL). O parlamentar critica a gestão atual e rotula a coligação de Souza como “centrão oportunista”.

    Na esquerda, Brizola foi confirmada após negociação que retirou a candidatura própria do PT. Edegar Pretto (PT) tornou-se vice, e a coligação reúne PSOL, PCdoB, PV, Rede, Avante e PSB. Para o Senado concorrem a ex-deputada Manuela D’Ávila (PSOL) e o ex-ministro Paulo Pimenta (PT).

    Reeleição é exceção no estado

    Desde a redemocratização, apenas Leite conseguiu renovar o mandato, em 2022. Antes dele, nenhum governador obteve segundo mandato: Germano Rigotto (2006), Yeda Crusius (2010), Tarso Genro (2014) e José Ivo Sartori (2018) foram derrotados ao tentar permanecer no cargo.

    Com o histórico de alternância e o ambiente polarizado, os candidatos intensificam agendas regionais e debates em busca do eleitorado ainda indeciso.

    Com informações de O Globo

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.