Tragédia no Encontro das Águas: lancha naufraga em Manaus
Na sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026, um grave acidente fluvial interrompeu a tranquilidade do Encontro das Águas, em Manaus.
A lancha de passageiros Lima de Abreu XV, que realizava a rota entre Manaus e Nova Olinda do Norte, naufragou logo após o meio-dia. Como resultado, duas pessoas morreram e outras sete continuam desaparecidas.
O naufrágio aconteceu poucos minutos após a embarcação deixar o porto, em uma área de forte correnteza. Além disso, a combinação entre vento intenso e instabilidade das águas agravou rapidamente a situação.
Por isso, o local, conhecido como ponto turístico, tornou-se cenário de desespero em poucos instantes.
Imagens exibidas pela Rede Amazônica mostraram passageiros, inclusive crianças, tentando se manter à tona em botes salva-vidas.
Enquanto isso, outras embarcações que passavam pela região iniciaram os primeiros resgates. Em seguida, equipes especializadas chegaram ao local para assumir a operação.
O Corpo de Bombeiros do Amazonas, em parceria com a Marinha do Brasil, coordenou os trabalhos de salvamento.
Ao todo, as equipes resgataram 71 pessoas com vida. Além disso, a Marinha instaurou um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) para investigar as causas do acidente.
A tragédia deixou duas mortes confirmadas.
Primeiramente, equipes médicas atenderam Samila de Souza, de apenas 3 anos, mas a criança não resistiu após dar entrada no Pronto-Socorro da Criança da Zona Leste.
Em seguida, autoridades confirmaram a morte de Lara Bianca, de 22 anos, estudante de odontologia. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal.
As buscas seguem intensas para localizar sete pessoas. Entre os desaparecidos estão:
- Fernando Grandêz (musicista)
- Lara Bezerra, 20 anos
- Patrícia Barroso, 37 anos
- Ana Carla, 40 anos
- Apoliana Oliveira, 36 anos
- Romoaldo de Almeida
- Um adolescente de 15 anos (identidade preservada)
O piloto Pedro José da Silva Gama prestou depoimento à Polícia Civil do Amazonas após ser detido e liberado mediante fiança.
Segundo ele, uma ventania repentina formou ondas de até três metros. Em consequência disso, passageiros correram para a proa da lancha, o que comprometeu a estabilidade.
Além disso, a abertura da porta frontal permitiu a entrada de grande volume de água, fazendo com que a embarcação afundasse rapidamente.
A empresa Lima de Abreu Navegações confirmou o acidente em nota oficial. No comunicado, informou que presta apoio às famílias das vítimas e colabora com as autoridades.
Enquanto isso, a Marinha do Brasil, por meio do 9º Distrito Naval, mantém meios aéreos e fluviais nas buscas e na investigação técnica do caso.
