Adriana (Letícia Colin) finalmente põe em prática o plano que pode virá-la do avesso em Quem Ama Cuida. A partir de terça-feira, 25, a personagem fecha a venda das joias herdadas de Arthur Brandão (Antonio Fagundes) para um bilionário árabe, embolsa uma fortuna e vê crescer o abismo entre o romance com Pedro (Chay Suede) e a vingança que trama desde a morte do marido.
O negócio, conduzido em absoluto sigilo dentro de um hotel cinco estrelas, garante a Adriana o status de nova milionária da trama, mas também acirra seus conflitos internos: quanto mais dinheiro em mãos, maior o peso das mentiras que esconde dos que ama e mais arriscado se torna o caminho para fazer “justiça” com as próprias mãos.
Negociação cercada de luxo e tensão
Para concretizar a transação, Adriana recorre a Iuri (José Loreto), seu aliado de confiança. É ele quem rastreia um comprador capaz de pagar, à vista, pelo acervo de pedras preciosas deixado por Arthur. O escolhido é Hassan Olayan (Michel Abou), sheik de reputação impecável no mercado internacional de arte e joalheria. A reunião acontece em uma suíte presidencial, transformada em sala de avaliação, onde cada peça é examinada por um joalheiro particular do magnata, enquanto um tradutor faz a ponte entre as partes.
O ritual da avaliação
Logo que chega, Adriana dispõe os colares, anéis e brincos sobre uma mesa forrada de veludo. Substitui o luto que ainda veste por uma postura quase executiva: fala das certificações de autenticidade, exibe documentos de procedência e reforça que tudo está regularizado. O sheik observa, silencioso, até que o especialista confirma a raridade das gemas. Naquele instante, Iuri, que acompanha cada suspiro da amiga, percebe o acordo se fechando.
Os números do acordo
Embora o valor final não seja revelado em cena, bastam as expressões dos envolvidos — e o aperto de mão solenemente fotografado — para deixar claro que a soma ultrapassa qualquer cifra mencionada até então na novela. O dinheiro, prometido via transferência internacional em poucas horas, transforma Adriana na sócia majoritária que a tradicional joalheria Brandão jamais imaginou ter.
Fortuna herdada de Arthur muda o jogo
Desde o início da trama, as joias funcionam como uma espécie de “bomba-relógio”. Elas representam o amor de Arthur, um dos maiores designers de joias fictícios do país, mas também carregam o mistério de sua morte. Quando o empresário foi assassinado, deixou para a viúva não apenas as peças, mas um cofre com documentos que indicam possíveis inimigos e conluios corporativos. Vender o tesouro, portanto, significa abrir mão do elo físico que ainda a liga ao passado — e, paradoxalmente, conquistar a munição financeira para investigar quem, de fato, tirou a vida do marido.
De herdeira a investidora
Com a conta bancária recheada, Adriana decide se tornar sócia da joalheria Brandão. Nos bastidores da empresa, a presença dela causa furor: diretores temem perder espaço, funcionários especulam se haverá mudanças drásticas e antigos parceiros se aproximam em busca de favores. A protagonista, contudo, precisa equilibrar a nova posição com o disfarce de “viúva discreta” que mantém diante de Pedro, que ainda desconhece a magnitude do patrimônio recém-convertido em dinheiro vivo.
Amor, culpa e sede de justiça
No campo afetivo, Pedro, que conquistou o coração de Adriana após a morte de Arthur, percebe algo fora do lugar, mas não consegue decifrar. Ela, dividida entre a culpa por ocultar o segredo e o desejo de proteger o namorado de possíveis retaliações, adia qualquer revelação. A tensão cresce a cada telefonema do banco, cada reunião secreta com Iuri e, sobretudo, a cada passo dado na investigação paralela sobre o assassinato. O dinheiro que deveria trazer liberdade passa a funcionar como catalisador de novos perigos.

Imagem: Globo/Angélica Goudinho
Aliados e adversários
Iuri surge como peça-chave dessa fase. Por um lado, é amigo e conselheiro; por outro, seu envolvimento na negociação o coloca na mira de quem quer impedir a ascensão de Adriana. Paralelamente, executivos rivais e possíveis herdeiros de Arthur, como Patrícia (Fernanda Nobre) e Marcelo (Gabriel Leone), intensificam a disputa por poder dentro da joalheria. Cada um deles enxerga na venda ao sheik uma oportunidade — ou uma ameaça — para seus próprios planos.
O que vem por aí
Com o cofre vazio e a conta recheada, Adriana passa a ter recursos para contratar investigadores privados, ampliar a segurança pessoal e comprar participações estratégicas em empresas ligadas ao passado de Arthur. Ao mesmo tempo, assume um papel público na Brandão, protagonizando eventos de gala que, inevitavelmente, a reaproximarão dos suspeitos de envolvimento no crime.
Próximas cenas prometem confronto
Nos capítulos seguintes, roteiristas indicam que a dupla de vilões ainda ocultos começará a dar sinais mais claros. A fortuna recém-alcançada de Adriana vira isca: ela será alvo de chantagens, enquanto notícias vazadas à imprensa colocarão em xeque a lisura da negociação com o sheik. Pedro, por sua vez, descobrirá parte da verdade por meio de um repórter investigativo, acirrando o conflito entre confiança e amor.
Impacto na audiência
A guinada financeira de Adriana ocupa lugar central nas estratégias de roteiro para a reta intermediária de Quem Ama Cuida. A expectativa é que o público se divida entre torcer pelo romance da protagonista e aplaudir sua obsessão por justiça. Paralelamente, a produção investe em cenas luxuosas, locações internacionais e participações especiais, como a do ator libanês Michel Abou, para reforçar a atmosfera cosmopolita que a venda das joias impõe à trama.
Risco calculado
Ao transformar a herança em liquidez, Adriana conquista autonomia, mas torna-se alvo de novos inimigos. A novela, agora, desloca o eixo de suspense: se antes o foco era a identidade do assassino de Arthur, agora a pergunta passa a ser até onde Adriana irá — e quem pagará o preço — para manter intacto o império que começou com um amor e, aos poucos, se contamina pelo desejo de vingança.
